Importante grupo rebelde apoia criação de zona de segurança no norte da Síria
Internacional|Do R7
Beirute, 11 ago (EFE).- O Movimento Islâmico dos Livres de Sham (Levante), um dos grupos armados mais importantes da oposição síria, respaldou nesta terça-feira a iniciativa turca de estabelecer uma "zona de segurança" no norte do território sírio. Em comunicado divulgado em seu site, os também chamados Livres de Sham consideraram que a criação de "uma zona segura" na fronteira entre Síria e Turquia "terá um impacto positivo do ponto de vista militar e humano", em vista da existência dos que denominaram "projetos separatistas terroristas". Os Livres de Sham esclareceram que ditos projetos provêm do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e da guerrilha curda Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). "A zona segura é um pedido popular há muito tempo para proporcionar segurança aos sírios e facilitar o retorno dos deslocados a suas casas", acrescenta a nota. Por esse motivo, o grupo pediu a outras facções opositoras que contribuam e se coordenem para estabelecer essa área. Por outro lado, a facção lembrou que "o governo e o povo turco apresentaram durante quatro anos seu respaldo à revolução síria, algo que não é negado nem pelos ignorantes". De acordo com os Livres de Sham, a postura da Turquia como "supervisora" da revolução síria veio acompanhada de ameaças graves a sua segurança nacional. O texto ressalta que essas ameaças ocorreram por "permanecer contra o 'Daesh' (acrônimo em árabe do EI), que foi o maior desastre para a revolução síria". Os Livres de Sham é uma organização de ideologia salafista, e costuma operar no terreno junto à Frente al Nusra, filial síria da Al Qaeda, junto à qual tomou quase totalmente nos últimos meses a província de Idlib. No sábado passado, a Frente al Nusra recuou de suas posições na fronteira entre a província síria de Aleppo e Turquia, a pedido de Ancara e dos EUA, segundo informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos. Ontem, a braço da Al Qaeda acusou a Turquia de intervir no norte do território sírio pelo interesse de sua própria segurança nacional, e descartou em comunicado qualquer possibilidade de colaborar, da mesma forma que fazem outras facções sírias, com a coalizão internacional na luta contra o EI. No entanto, garantiu que seguiria combatendo por sua conta o EI em outras áreas como Al Qalamoun e o deserto de Hama.EFE ssa/ff













