Logo R7.com
RecordPlus

Irã ataca três embarcações perto do estreito de Ormuz enquanto Trump chega à cúpula da Otan

Ataque ocorreu antes do encontro na Turquia e durante o funeral do líder supremo do Irã, Ali Khamenei

Internacional|Pamela Brown e Lex Harvey, da CNN Internacional

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Irã atacou três navios comerciais perto do Estreito de Ormuz, sendo um deles o navio-tanque catariano Al-Rakiyat.
  • O Catar condenou o ataque como uma violação do direito internacional e convocou o vice-embaixador iraniano para esclarecimentos.
  • Os EUA consideram várias respostas às violações do Irã e o incidente ocorreu antes da cúpula da OTAN na Turquia.
  • O Irã interrompeu negociações com os EUA durante o funeral de Ali Khamenei, destacando tensões na região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Irã tem usado o estreito de Ormuz como moeda de troca no acordo AP via CNN Newsource

O Irã disparou contra três navios comerciais na terça-feira (7) nas águas territoriais de Omã, perto do estreito de Ormuz, de acordo com uma autoridade dos EUA.

A autoridade descreveu os ataques como uma “violação flagrante” do memorando de entendimento com o Irã. O terceiro ataque não havia sido relatado anteriormente.


Os EUA têm uma ampla gama de respostas potenciais às supostas violações e estão considerando todas elas, de acordo com a autoridade.

Veja Também

A embarcação de bandeira catariana Al-Rakiyat, um navio-tanque de gás natural liquefeito, estava “passando perto” da importante via marítima quando foi atingida, informou o Ministério das Relações Exteriores do Catar na terça-feira.


O centro do UKMTO (Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido) disse que o ataque foi relatado às 21h19 UTC (Tempo Universal Coordenado) na segunda-feira (6), o que correspondia a 1h19 de terça-feira no golfo Pérsico.

A CNN Internacional entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores do Catar para obter mais detalhes sobre o ataque que atingiu a embarcação catariana.


O ataque ocorreu horas antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, partir para uma cúpula de alto nível da Otan em Ancara, na Turquia, onde se espera que os líderes discutam a segurança no estreito, e no momento em que o Irã realiza um funeral de vários dias para seu líder supremo assassinado, o aiatolá Ali Khamenei.

O Ministério das Relações Exteriores do Catar culpou o Irã, condenando o ataque como uma “violação grave e explícita do direito internacional” em um comunicado na terça-feira.


O órgão pediu a Teerã que “interrompa imediatamente todas as práticas que afetam a segurança da região ou ameaçam a segurança da navegação internacional.”

“Responsabilizamos totalmente (o Irã) legalmente por este ataque e por quaisquer danos ou repercussões resultantes”, acrescentou o ministério.

O ministério catariano também convocou o vice-embaixador iraniano e lhe entregou uma “nota de protesto”, exigindo esclarecimentos sobre o ataque, o qual chamou de “uma ameaça direta à segurança dos suprimentos globais de energia”.

A agência de notícias semioficial Fars, do Irã, citando alegações de fontes não identificadas, informou anteriormente que um navio-tanque catariano foi atacado enquanto passava pelo estreito de Ormuz “depois de ignorar avisos repetidos”.

“Nenhuma autoridade oficial confirmou ou negou ainda esses relatos”, acrescentou.

O UKMTO, monitor de segurança marítima da Grã-Bretanha, disse que a embarcação estava a cerca de 14,8 quilômetros a leste de Limah, em Omã, quando teria sido atingida em seu bombordo, iniciando um incêndio. Nenhuma vítima ou impacto ambiental foi relatado, acrescentou.

A CNN Internacional entrou em contato com o Comando Central dos EUA, que dirige as operações militares no Oriente Médio, Ásia Central e do Sul, para obter comentários.

Teerã interrompeu as frágeis negociações com os EUA destinadas a alcançar um acordo duradouro para acabar com o conflito durante o funeral de vários dias de Khamenei, que foi morto em um ataque aéreo em 28 de fevereiro, o primeiro dia da guerra dos EUA e de Israel com o Irã.

Na segunda-feira, Trump disse aos jornalistas que os EUA iriam chegar a um acordo com o Irã ou “terminar o trabalho”, de acordo com a Reuters.

Em uma publicação no X na terça-feira, ao lado de fotos de multidões de pessoas em luto homenageando Khamenei, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou que as negociações sobre um acordo final “não começarão se as ameaças continuarem”.

Ele invocou o parágrafo 13 do memorando de entendimento entre os EUA e o Irã, que diz que os dois lados devem cumprir várias condições antes de poderem começar a negociar um acordo final.

Entre essas condições está o fim de todos os combates, inclusive no Líbano, onde as forças militares de Israel realizaram vários ataques na segunda-feira, de acordo com relatos da mídia estatal libanesa.

Outra condição é que o Irã use seus melhores esforços para garantir a passagem segura e livre de navios comerciais pelo estreito de Ormuz.

Moeda de troca do Irã

As autoridades do Irã têm usado repetidamente o estreito de Ormuz — por onde passava cerca de um quinto do petróleo bruto do mundo antes da guerra — como moeda de troca.

Desde que o memorando de entendimento foi assinado, um número maior de navios transitou pelo estreito de Ormuz — muitos deles seguindo uma rota que passa perto de Omã, que compartilha a via marítima.

Teerã, por sua vez, tentou fortalecer sua influência dizendo que os membros da tripulação devem obter permissão para atravessar o estreito ao longo de rotas aprovadas por suas autoridades.

No domingo (5), o IRGC (Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica) do Irã alertou que sua marinha enviou barcos de patrulha para bloquear a “rota de Omã”, informaram a mídia iraniana e um canal do Telegram afiliado ao IRGC.

Em seu relato sobre o suposto ataque, a Agência de Notícias Fars do Irã citou suas fontes, alegando que o navio-tanque estava tentando transitar pela “rota de Omã”.

O tráfego pelo estreito permaneceu estável nos últimos dias, mas não estava aumentando, de acordo com uma publicação do UKMTO no domingo, que alertou que os riscos persistem para as embarcações que cruzam a crucial via marítima.

“O risco continua menor do que no período anterior ao memorando de entendimento; no entanto, a intenção e a capacidade do Irã de conduzir ações hostis intencionais permanecem, e o ambiente continua a exigir maior vigilância, apesar da ausência de uma escalada recente”, dizia a publicação do UKMTO, referindo-se ao memorando de entendimento entre os EUA e o Irã.

Cento e oito barcos cruzaram o estreito de sexta-feira a domingo, de acordo com uma atualização de segunda-feira da agência de rastreamento marítimo MarineTraffic. Antes da guerra, mais de 100 embarcações transitavam pelo estreito a cada dia, em média.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.