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Irã começa funeral de vários dias para líder Ali Khamenei, morto no início da guerra

Cerimônias devem levar milhões às ruas da capital a partir de sábado (4), em um momento em que o governo busca projetar força

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Irã se prepara para um funeral de vários dias do aiatolá Ali Khamenei, morto na guerra.
  • Milhões devem participar das cerimônias em Teerã, reforçando o governo em meio a tensões com Israel e negociações com os EUA.
  • A mobilização busca repetir o impacto do funeral de Ruhollah Khomeini em 1989.
  • O caixão de Khamenei foi colocado no Grande Mosalla de Teerã, ao lado de familiares mortos em um ataque aéreo israelense.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Delegados internacionais participam de uma cerimônia de despedida para o falecido Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei
Caixão de Khamenei, coberto pela bandeira do Irã, foi colocado no Grande Mosalla de Teerã Mohammed Salem/Reuters - 03.07.2026

O Irã se preparava, nesta sexta-feira (3), para um funeral de vários dias do aiatolá Ali Khamenei, morto na guerra, e faixas espalhadas por Teerã convocavam a população a se mobilizar em apoio à República Islâmica.

As cerimônias devem levar milhões às ruas da capital a partir de sábado (4), em um momento em que o governo busca projetar força em meio à tensão com Israel e às negociações com os Estados Unidos.


A teocracia iraniana espera repetir cenas que remetam ao enterro do ex-líder supremo aiatolá Ruhollah Khomeini, em 1989, com multidões ocupando as principais vias da capital.

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Imagem do regime

A mobilização pode reforçar o governo, sobretudo enquanto Teerã tenta usar sua influência sobre o estreito de Ormuz nas negociações com Washington por um fim permanente da guerra e enquanto persiste o temor de um novo ataque de Israel.


Nesse contexto, um general que comanda a Guarda Revolucionária, força paramilitar do país, apareceu publicamente pela primeira vez em meses durante as cerimônias.

Outros altos funcionários do governo devem participar, ao lado de dignitários estrangeiros, em mais uma demonstração de força.


“Enquanto essas pessoas, que são escolhidas (por Deus), estiverem em campo, com certeza continuaremos a mesma política de ‘não à humilhação’ que foi fundada pela República Islâmica”, disse Mohammad Hossein Rezaei, um voluntário que se preparava para o funeral na sexta-feira (3).

“Continuaremos nossa política de buscar independência, e as decisões serão tomadas dentro do país, e o povo decidirá seu próprio destino”, afirmou.


O caixão de Khamenei, coberto pela bandeira do Irã, foi colocado no Grande Mosalla de Teerã, ao lado de familiares mortos no ataque aéreo israelense que, segundo as autoridades, ocorreu nos primeiros momentos da guerra, em 28 de fevereiro.

Entre os mortos homenageados estão um genro, a filha mais velha, uma neta de 14 meses e a esposa do novo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, filho do líder anterior.

Mojtaba permanece escondido após, segundo relatos, ter sido ferido no ataque.

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