Irã diz que atacou bases militares de aliados dos EUA no Oriente Médio em resposta a agressão
Guarda Revolucionária mirou alvos no Kuwait, Omã, Bahrein, Jordânia e Catar após disparos de americanos no sul do país persa
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Guarda Revolucionária do Irã informou que respondeu a ataques dos Estados Unidos no sul do país e disparou mísseis e drones contra bases militares de aliados americanos no Oriente Médio neste domingo (12). Entre os alvos estão territórios do Kuwait, Omã, Bahrein, Jordânia e Catar.
À agência de notícias iraniana Mehr, o brigadeiro-general Mohammad Akraminia declarou que os EUA possuem um longo histórico de descumprimento de compromissos, desde a retirada do acordo nuclear em 2018 até as violações mais recentes dos termos de cessar-fogo.
Ele afirmou que Washington tentava impor uma rota de navegação não autorizada por meio do estreito de Ormuz, em desacordo com o Memorando de Entendimento de Islamabad, que atribui ao Irã o controle dos arranjos de trânsito.
“As Forças Armadas da República Islâmica do Irã têm a obrigação de garantir a segurança necessária para a passagem pelo Estreito de Ormuz e de aplicar as medidas estabelecidas pelo Irã no âmbito do acordo”, disse. “Mantemos essa posição com total autoridade e defenderemos firmemente os direitos do povo iraniano, conforme estipulado no acordo.”
Akraminia afirmou que o exército nunca confiou nos americanos e aproveitou o cessar-fogo para elevar seu nível de prontidão e capacidade de combate. “A lista de alvos do exército foi atualizada e a força está pronta para qualquer cenário. Seria melhor para os americanos encerrar suas intervenções na região.”
Ele disse que os EUA deveriam levar em conta seus aliados regionais e não expô-los a maior insegurança, alertando que “sempre que agiram contra o Irã, receberam uma resposta, e o mesmo aconteceu na noite passada”.
O confronto noturno envolveu o fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária, ataques aéreos dos EUA à costa sul do Irã e disparos de mísseis balísticos iranianos contra bases americanas na Jordânia, no Catar e em Omã.
O porta-voz também destacou a participação massiva no funeral do líder da revolução islâmica, o Aiatolá Seyyed Ali Khamenei — a quem se referiu como mártir —, como uma demonstração de unidade nacional e de “soft power”, afirmando que o povo transformou o luto em um evento épico e exigiu vingança pela morte do líder.
Drones no Kuwait
O Exército iraniano mirou o Kuwait com drones na madrugada, sendo que os alvos eram os sistemas Patriot dos EUA, depósitos de munição e uma instalação de radar. Também estavam no radar dos iranianos os sistemas de comunicação americanos no Bahrein.
O Exército iraniano alertou, conforme a agência estatal iraniana Irna, que a responsabilidade pelas consequências da insegurança na região recai sobre os EUA e Israel, acrescentando: “Daremos respostas mais contundentes” caso os ataques ao Irã continuem.
Anteriormente, o Comando Central dos EUA havia declarado ter atingido 140 alvos dentro do Irã, em resposta ao que classificou como ataques a navios no Estreito de Ormuz.
Base na Jordânia
A Guarda da Revolução Islâmica disse que atacou também, desta vez com mísseis balísticos, a Base Aérea Prince Hassan, dos EUA, na Jordânia. Foi uma resposta à tentativa de navios passarem por uma “rota ilegal” na parte sul do estreito de Ormuz.
“O regime criminoso dos EUA, ao impor sua vontade ao governo do Sultanato de Omã, tentou mais uma vez, na noite passada, repetir uma experiência fracassada ao incitar várias embarcações a estabelecer uma rota de navegação ilegal ao sul do estreito de Ormuz. A tentativa encontrou uma resposta firme da Marinha, que a interrompeu”, afirmou o IRGC em um comunicado no domingo.
Segundo o comunicado, os Estados Unidos, “para compensar essa derrota”, realizaram ataques aéreos contra várias bases militares e torres de telecomunicações ao longo da costa sul do Irã.
“A Força Aeroespacial do IRGC atacou bases militares dos EUA em retaliação. Na primeira fase da operação, atingiu infraestruturas e instalações militares estratégicas na Base Aérea Prince Hassan, na Jordânia, destruindo o centro de comando e controle da base e hangares que abrigavam drones MQ-9, utilizando diversos mísseis balísticos”, segundo o comunicado.
No Catar, mísseis balísticos foram disparados contra a Base Aérea dos EUA de Al Udeid a fim de destruir instalações que incluíam um centro de manutenção e suporte a caças e um centro de comando e controle.
Em uma terceira fase das operações, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que sua Força Aérea atacou, de surpresa e em larga escala, um centro de apoio logístico naval dos EUA e uma plataforma de abastecimento de combustível para porta-aviões no Porto de Duqm, em Omã.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp













