Irã muda narrativa para transformar vulnerabilidade em mobilização política
Presidente do Parlamento iraniano disse que Teerã vai planejar como superar as ‘sanções injustas’ dos Estados Unidos; veja análise
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente do Parlamento iraniano disse que Teerã vai planejar como superar as sanções injustas dos Estados Unidos. Segundo ele, o desenvolvimento econômico e a segurança estão intimamente ligados. O representante acusou os Estados Unidos e Israel de travarem uma guerra econômica e “cognitiva”.
O negociador também defendeu laços econômicos mais fortes entre Bagdá e Teerã e afirmou que os dois países poderiam usar suas moedas nacionais no comércio para reduzir a dependência do dólar americano. O presidente iraniano afirmou que Teerã está em posição vantajosa em relação a Washington e que esse é o momento para encerrar a guerra.
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O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou as medidas norte-americanas como “terrorismo econômico” e “crimes contra a humanidade”. Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (21), Kleber Galerani, professor de direito e relações internacionais, aponta que esse discurso e essa reação iraniana mostram que o próximo capítulo do conflito será travado em pelo menos três grandes frentes — na questão narrativa, na busca de estreitar o comércio regional e nas questões relativas ao sistema financeiro.
Segundo o professor, o chamamento das medidas adotadas pelos Estados Unidos de “injustas” e a mudança de narrativa buscam transformar a vulnerabilidade iraniana em mobilização política. Ao mesmo tempo em que, para Galerani, o estreitamento das relações econômicas com o Iraque sugere que Teerã pretende enfrentar o isolamento fortalecendo vínculos com vizinhos e com parceiros mais próximos.
“O Irã responde ao defensivo econômico americano procurando resistência interna, profundidade regional e menor dependência do dólar. As sanções funcionam quando conseguem isolar o sancionado, e a resposta iraniana será tentar provar justamente o contrário. Mesmo com sanção, ainda tem parceiros, ainda mantém rotas, tem moeda circulando, mantendo o regime respirando”, avalia Galerani.
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