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Irã retém aço na tentativa de recompor arsenal de mísseis e drones, analisa pesquisador

Teerã suspendeu a exportação de placas e chapas de aço até 30 de maio; instalações foram atacadas pelos EUA e por Israel e produção foi paralisada

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã suspendeu exportação de placas e chapas de aço até 30 de maio após ataques dos EUA e Israel.
  • Cerca de 30% da produção foi paralisada, o que pode afetar a economia do país.
  • Aço é vital para a produção de armamentos e o Irã busca recompor seu arsenal de mísseis e drones.
  • Pesquisador destaca a necessidade de deslocar aço da indústria civil para a bélica em resposta aos ataques.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Irã suspendeu a exportação de placas e chapas de aço até 30 de maio. Segundo a mídia local, cerca de 30% da produção total foi paralisada depois de danos a instalações importantes devido aos ataques dos Estados Unidos e de Israel. Um membro do conselho de representantes da Câmara de Comércio do Irã afirmou que o mercado de chapas de aço deverá se estabilizar em dois meses.

No começo do mês, representantes das companhias atingidas haviam informado que levaria de seis a 12 meses para restabelecer as operações. O aço é um dos principais produtos de exportação não petrolíferos do Irã, e a perda de capacidade de produção e exportação pode afetar a balança comercial e as receitas em moeda estrangeira.


Estrutura industrial destruída, com vigas de aço retorcidas, telhado desabado e destroços espalhados
Ataques americanos e israelenses paralisaram 30% da produção de aço do Irã após danos nas instalações Reprodução/Record News

Segundo Lier Ferreira, pesquisador da Universidade Federal Fluminense, o aço é um dos principais produtos da indústria bélica. E o Irã está em um esforço de produção de armamentos, na tentativa de conseguir recompor o arsenal de mísseis e drones, o que também exige uma alta quantidade de aço.

“Por um lado, a redução da produção em função das consequências dos ataques perpetrados por forças americanas e israelenses. Por outro lado, a necessidade interna do país é reter esse aço para deslocar este da indústria civil para a indústria bélica, reforçando os seus arsenais, já que o aço é uma das matérias-primas essenciais, tanto para mísseis quanto para drones”, diz em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (27).

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