Israel analisa sequestro em supermercado kosher em Paris
Internacional|Do R7
Jerusalém, 9 jan (EFE).- Israel analisa o sequestro nesta sexta-feira em um supermercado kosher de Paris, onde pelo menos cinco pessoas estão retidas, segundo a imprensa israelense. De acordo com o "Canal 10" da televisão israelense, o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, ligou ao chefe do Mossad, e ao responsável dos serviços secretos internos para fazer uma avaliação da situação por causa do ataque ao supermercado judeu. O presidente israelense, Reuvlen Rivlin, também expressou sua preocupação com a tomada de reféns e assegurou: "Nossos corações e orações estão com nossos irmãos do povo de Israel, os judeus da França, que estão cativos". Rivlin concluiu sua mensagem em sua conta da rede social Facebook com a frase "Shabat Shalom (bênção pela jornada sabática) de Jerusalém". Testemunhas citados pelo "Canal 10" em Paris e membros da comunidade judaica local disseram que o estabelecimento Hyper Cacher no qual são vendidos produtos lácteos kosher, que cumprem com os preceitos do Judaísmo, estava cheio de pessoas no momento no qual foi atacado. "Apesar das advertências de que havia possibilidade de ataques e que muitos fecharam suas lojas, no comércio havia várias pessoas que compravam 'jalot' (pão trançado para o sábado) e outros produtos antes do início da jornada sabática", relatou uma testemunha de nome Daniel. No distrito parisiense onde aconteceram os fatos, colégios e centros de culto judeus foram evacuados pouco depois que os agressores, um homem e uma mulher armados, fizeram vários reféns, segundo o meio israelense. Segundo o canal de televisão BFMTV, o autor do sequestro é "muito parecido" com quem ontem matou uma policial municipal no sul de Paris. A Prefeitura de Polícia de Paris divulgou as fotos de duas pessoas que estão em busca e captura "capazes de estar armadas e perigosas": se trata de uma mulher de 26 anos, Hayat Boumeddiene, e de um homem, Amedy Coulibaly, de 32 anos, que poderia ser o autor do sequestro no supermercado. Meios de imprensa franceses asseguram que este último foi identificado e esteve em contato com os autores do atentado contra a revista "Charlie Hebdo" na quarta-feira em Paris, no qual morreram 12 pessoas. EFE db/ma











