Internacional Israel diz que ataques com balões incendiários de Gaza continuam

Israel diz que ataques com balões incendiários de Gaza continuam

Novo governo israelense enfrenta seu primeiro confronto com o Hamas; os dois lados aceitaram um cessar-fogo em 21 de maio

AFP
Israel realizou ataques aéreos após ser alvo de balões incendiários do enclave palestino

Israel realizou ataques aéreos após ser alvo de balões incendiários do enclave palestino

Mahmud hams / AFP

Israel denunciou, nesta quarta-feira (16), que depois de lançar ataques aéreos à Faixa de Gaza em represália, continuou sendo atacado por balões incendiários do enclave palestino, os primeiros grandes incidentes desde a trégua em maio.

Israel lança ataques aéreos em Gaza em retaliação ao Hamas

Os ataques aéreos israelenses são os primeiros desde que o novo governo liderado pelo ex-ministro da Defesa Naftali Bennett assumiu o poder no domingo passado, encerrando mais de 12 anos de governo ininterrupto de Benjamin Netanyahu.

Um porta-voz do serviço de bombeiros declarou à AFP que as equipes de intervenção estavam combatendo, nesta quarta-feira, "quatro focos de incêndio provocados por balões lançados da Faixa de Gaza", pelo segundo dia consecutivo.

Por outro lado, soldados israelenses mataram uma mulher na Cisjordânia que, segundo eles, tentou atacar vários militares com seu carro.

O ministério palestino da Saúde se limitou a confirmar a morte da mulher perto de Ramallah, na Cisjordânia. A agência de notícias palestina Wafa a identificou como Mai Jaled Yussef Afana, de 29 anos, natural de Abu Dis, cidade palestina próxima à Jerusalém.

O tio dela, Hani Afana, disse à AFP que a jovem "pegou essa estrada por engano e não tentou cometer um ataque, como diz o ocupante (Israel)".

"Mai havia se formado recentemente em uma universidade jordaniana, tinha uma filha de quatro anos e não tinha problemas", acrescentou.

Primeiros incidentes após trégua


Em Gaza, a aviação israelense atacou horas antes desses incidentes ao menos um local ao leste da cidade de Jan Yunis, segundo fontes palestinas.

O Exército israelense confirmou em comunicado que seus "aviões de guerra" atacaram locais do Hamas usados para "reuniões" desse movimento, em retaliação ao lançamento de balões incendiários nesta terça-feira, que causaram uma série de incêndios no sul de Israel, segundo os bombeiros locais.

Estes são os primeiros ataques israelenses ao território palestino, controlado por islâmicos do Hamas, desde a chegada ao poder no domingo (13) de uma coalizão heterogênea que encerrou 12 anos de governo de Benjamin Netanyahu em Israel.

Os ataques e o lançamento de balões incendiários são os primeiros incidentes entre Israel e Gaza desde o cessar-fogo de 21 de maio, que pôs um fim a 11 dias de uma guerra que deixou 260 mortos do lado palestino, incluindo crianças e adolescentes, e 13 falecidos em Israel, incluindo uma criança e um adolescente.

Israel tem direito à legítima defesa contra o terror, diz diplomata

Os ataques ocorrem após uma manifestação de nacionalistas e da extrema direita que reuniu mais de mil pessoas nesta terça-feira em Jerusalém Oriental, um setor palestino da cidade ocupada por Israel em 1967.

Pedido por moderação


Os Estados Unidos e a ONU pediram moderação em face dessa polêmica demonstração que o novo governo israelense de Naftali Bennett autorizou.

O movimento Hamas, que fez da defesa de Jerusalém sua principal política nas últimas semanas, ameaçou Israel com retaliação se a manifestação se aventurasse nos bairros muçulmanos da cidade.

A "marcha das bandeiras" comemorou o "dia de Jerusalém" para os israelenses, quando a parte oriental da cidade foi ocupada e anexada em 1967, uma ação ainda considerada ilegal pelo direito internacional.

Os manifestantes, incluindo personalidades da extrema direita como Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich, chegaram à praça em frente ao Portão de Damasco, que dá acesso ao bairro muçulmano da cidade, onde fica a Esplanada das Mesquitas.

"O povo eterno não teme uma longa estrada", gritavam os manifestantes enquanto agitavam bandeiras azuis e brancas de Israel. Gritos de "morte aos árabes" também foram ouvidos, segundo uma equipe da AFP no local.

Israel deixa de exigir que população use máscaras ao ar livre no país

Últimas