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Israel encontra casa de suspeitos do assassinato de 3 estudantes

Sequestro e morte de três jovens foi um dos motivos para o início da atual ofensiva israelense

Internacional|Do R7

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O Exército israelense encontrou a casa do suposto cérebro do assassinato de três estudantes israelenses capturados e baleados no dia 12 de junho quando pegavam carona perto de uma colônia próxima à cidade palestina de Hebron. A residência foi destruída no domingo (17) à noite.

Em comunicado, o escritório de informação militar explica que também foi destruída a casa de um dos supostos autores materiais — Amre Abu Aysha — e junta a de seu suposto cúmplice — Marwan Qawasme —, ambos ainda em busca e captura. Hosam Qawasme foi detido no mês passado de julho em uma operação na cidade de Anata, no sul de Ramala, lembra a nota.


Israel lança ofensiva contra denúncias de crimes de guerra em Gaza

A destruição de casas de militantes palestinos, que diferentes organizações de defesa de direitos humanos israelenses e mundiais consideram um ato de vingança sem fundamentos legal e um castigo coletivo às famílias, eram frequentes durante a segunda Intifada, e o Exército israelense tinha deixado de practicá-las.


Segundo as Forças Armadas, a ação pretende demonstrar aos culpados que "existe um preço pessoal a pagar" por atacar Israel. 

O número de palestinos mortos na ofensiva militar israelense contra Gaza atingiu nesta segunda-feira dois mil palestinos mortos, após nas últimas horas várias pessoas não resistirem aos ferimentos.


Em comunicado oficial, o Ministério da Saúde na faixa de Gaza afirmou hoje que 2.016 pessoas morreram desde o início da ofensiva, 75% delas civis.

O ministério advertiu que o número de mortos pode aumentar nos próximos dias, pois há 10.196 feridos, muitos deles em estado grave. Entre as vítimas, 541 são crianças, 250 mulheres e 95 idosos, segundo a nota.


Palestinos e israelenses negociam desde domingo no Cairo a extensão do cessar-fogo estipulado há cinco dias e que termina hoje.

A ofensiva israelense começou em 8 de julho e desde então morreram 64 soldados israelenses em combates com milicianos palestinos e um civil israelense, um beduíno e um trabalhador asiático atingidos por foguetes lançados pelas milícias de Gaza. 

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