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Israel está tentando minar ação palestina na ONU, diz líder palestino

Palestinos devem pedir na ONU até o fim do mês a mudança de status da Organização para Libertação da Palestina

Internacional|Do R7

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Mahmoud Abbas conversa hoje com jornalistas em Ramallah
Mahmoud Abbas conversa hoje com jornalistas em Ramallah

O presidente palestino, Mahomoud Abbas, acusou Israel nesta sexta-feira (16) de lançar uma ofensiva na Faixa de Gaza para minar seus esforços de garantir a mudança diplomática do status palestino na Organização das Nações Unidas (ONU).

Israel começou a sua operação na quarta-feira com o objetivo declarado de conter uma onda de ataques com foguetes disparados por militantes islâmicos que impactou a vida em cidades no sul israelense.


Abbas, cujas forças foram expulsas de Gaza pelo Hamas em 2007, acusou Israel de instigar um "banho de sangue", dizendo a repórteres que considerava a crescente campanha militar como uma tentativa dos israelenses de minar suas manobras diplomáticas.

Autoridades em Gaza disseram que 28 palestinos, incluindo 16 civis, foram mortos desde o começo da ofensiva israelense. Três civis israelenses foram mortos por um foguete na quinta-feira.


"Tudo o que está acontecendo tem o objetivo de bloquear nosso esforço para alcançar as Nações Unidas", disse Abbas a jornalistas.

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Militantes islâmicos dispararam centenas de foguetes em direção a Israel nos últimos três dias e houve uma rara manifestação de apoio ao Hamas nesta sexta-feira em Ramallah, a capital palestina de facto na Cisjordânia ocupada. As cidades palestinas de Nablus e Jenin também assistiram a manifestações.


Abbas, reconhecido pelo Ocidente como o legítimo líder dos palestinos na Faixa de Gaza, pediu ao chefe da Liga Árabe, Nabil Elaraby, que visitasse o enclave no sábado ou no domingo.

— Sem dúvida, consideramos que essa agressão é contra nós, o povo palestino.

Apesar da violência, ele disse que continuará com os planos de uma votação na Assembleia Geral da ONU até o fim do mês para dar aos palestinos a condição de "Estado observador" dentro da entidade internacional, ao invés de "entidade observadora".

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