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Itália avalia danos do ciclone que atingiu a Sardenha

Internacional|Do R7

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OLBIA, Itália, 20 Nov (Reuters) - Equipes de resgate vasculhavam as áreas devastadas por um ciclone que atravessou a ilha italiana da Sardenha enquanto tempestades e inundações continuavam a causar danos no sul da Itália nesta quarta-feira.

Autoridades disseram que foram confirmadas 16 mortes na passagem do ciclone Cleópatra, revisando assim a cifra anterior, de 18, causadas pelas chuvas extremas que inundaram casas, arrastaram carros e provocaram o transbordamento de rios na noite de segunda-feira. Uma pessoa continua desaparecida.


Uma família brasileira, um casal e dois filhos, morreu dentro de casa em Arzachena, aparentemente após ter sido surpreendida por uma torrente de água.

Durante a noite passada, o mau tempo se abateu sobre a área continental da Itália, com tempestades castigando Roma e inundando vastas áreas da província de Crotone, no sul, o que resultou no bloqueio de estradas e linhas ferroviárias.


Moradores de Olbia, cidade de 50 mil habitantes que foi uma das mais prejudicadas na Sardenha, disseram que o ciclone os deixou sem nada, e a ajuda não estava chegando com a rapidez necessária.

"Meu namorado e eu escapamos nadando através da janela", contou Bruna Argiolas, de 36 anos, à Reuters.


"Dizem que o Exército está aqui para nos ajudar, mas nós não vimos ninguém. Minha família e meus vizinhos, todos nós dissemos que a estrada está perigosa, temos um risco permanente de enchente. Dissemos isso no gabinete do prefeito, muitas vezes, e ninguém fez nada."

Algumas vias foram destruídas pela tempestade, que arrancou árvores, arrastou pontes e deixou ruas bloqueadas com detritos.


Entre os mortos estavam um pai e o filho de 3 anos de idade, levados por uma onda de água quando parentes tentavam salvá-los.

"Ele dizia ‘Vovô! Vovô!', e eu não pude fazer nada", disse Paolo Mazzoccu ao jornal Corriere della Sera, quando se preparava para enterrar o filho e o neto. "Nós lhes jogamos uma corda, mas eles não conseguiram pegá-la, a força da água era muito grande."

Autoridades dizem que o ciclone deixou 1.700 desabrigados, dos quais muitos foram levados para hotéis e centros emergenciais de recepção, e que 46 pessoas ficaram feridas, três delas em estado crítico.

Moradores da Sardenha usaram a mídia social para oferecer camas às pessoas que tiveram de abandonar casas alagadas.

(Reportagem de Gabriele Pileri)

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