Japão deve aumentar o orçamento de defesa após míssil norte-coreano
Governo pediu aumento de 2,5% ao Parlamento, que analisará
Internacional|Ansa

Após um míssil norte-coreano sobrevoar o território japonês nessa semana, o Ministério da Defesa de Tóquio solicitou um aumento recorde no orçamento para o ano fiscal de 2018.
A verba aumentaria em 2,5%, formando um orçamento de 5,26 trilhões de ienes (cerca de R$ 151 bilhões). O incremento seria para cobrir despesas com novos interceptadores de mísseis terra-ar e sistemas navais de contra-ataque. Caso o pedido seja aprovado pelo Parlamento japonês, será o sexto aumento consecutivo no orçamento de defesa durante o mandato do premeir Shinzo Abe, após 10 anos de reduções e cortes.
A Coreia do Sul, por sua vez, acompanha de perto as movimentações de sua vizinha ao norte. De acordo com as autoridades de Seul, o regime de Pyongyang estaria pronto para fazer o sexto teste nuclear.
"Há a possibilidade de novas provocações estratégicas, tanto de lançamentos de novos mísseis balísticos quanto do sexto teste nuclear", disse o vice-ministro da Defesa sul-coreano, Suh Choo-suk.
Na última terça-feira (29), o regime norte-coreano disparou um míssil, em uma nova provocação aos Estados Unidos e seus aliados na região, como Coreia do Sul e Japão. O míssil sobrevoou a ilha de Hokkaido e caiu no Mar do Japão.
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Desde o começo do ano, o presidente Kim Jong-Un ordenou que 12 atividades de disparos de mísseis fossem realizados para testar as armas norte-coreanas, aumento a escalada de tensão entre os Estados Unidos e os aliados a Washington. Para o professor de ...
Desde o começo do ano, o presidente Kim Jong-Un ordenou que 12 atividades de disparos de mísseis fossem realizados para testar as armas norte-coreanas, aumento a escalada de tensão entre os Estados Unidos e os aliados a Washington. Para o professor de Relações Internacionais da FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) Emmanuel de Oliveira Jr, o último teste feito pela Coreia do Norte mostra que ela não está "blefando" sobre seus armamentos. — Até então, acreditava-se muito que a Coreia "blefava" muito em termos de capacidade de mandar um míssil para o Japão ou mesmo para o território americano. Mas pelo ataque de segunda ficou claro que que ela está blefando menos do que se acreditava. A distância entre o discurso e a realidade está menor hoje do que estava na semana passada *Caíque Alencar, do R7






















