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Jornalistas ibero-americanos recebem os Prêmios Internacionais Rei da Espanha

Internacional|Do R7

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Madri, 21 mar (EFE).- O fotógrafo brasileiro Wilton de Sousa Junior, os colombianos Julio Sánchez Cristo e José Antonio Sánchez, os mexicanos Leopoldo Gómez González e Bernardo Gómez Martínez, e a equipe formada por Antonio Baquero, Michele Catanzaro e Ángela Biesot, da Espanha, receberam nesta quinta-feira da rainha Sofía os Prêmios Internacionais Rei da Espanha. Além das cinco categorias desses prêmios,realizados anualmente pela Agência Efe e pela Secretaria de Estado de Cooperação Internacional, o peruano Jack Lo Lau recebeu o Prêmio Especial Ibero-Americano de Jornalismo Ambiental, e o argentino Federico Bianchini, o Prêmio Dom Quixote. Na cerimônia de entrega dos prêmios, realizada na Casa da América de Madri, a vice-presidente do governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaría, destacou como "o jornalismo serve para construir novas pontes" nas relações entre Espanha e a região ibero-americana. O secretário de Estado espanhol de Cooperação Internacional e para a região ibero-americana, Jesús Gracia, afirmou que o jornalismo apoia "a preservação da liberdade" e que os ganhadores destes prêmios são apenas "a ponta do iceberg do bom trabalho que se faz". Por sua vez, o presidente da Agência Efe, José Antonio Vera, lembrou que "não há prêmio mais importante, nem mais cotado nem mais universal", e que no meio jornalístico da região ibero-americana a premiação é conhecida como "o Pulitzer latino". Vera acrescentou que, por esta ser a XXX edição, a Agência Efe editou um livro com a compilação de três décadas de prêmios, com o título "Reis do Jornalismo". Diferentemente das edições anteriores, quando a cerimônia foi presidida pelos reis Juan Carlos e pela rainha Sofía, o monarca esteve ausente desta vez, já que seu processo de recuperação continua após a operação de hérnia de disco a que foi submetido no dia 3. A cerimônia contou com a presença de várias personalidades da comunicação, da cultura, da economia e de membros do corpo diplomático credenciado em Madri. Os prêmios tiveram o patrocínio da OHL, grupo internacional de concessões e construção, e foram divididos em cinco categorias: Imprensa, Televisão, Rádio, Fotografia e Jornalismo Digital, cada um no valor de 6 mil euros (R$ 15 mil). Mesmo valor teve o Prêmio Especial Ibero-Americano de Jornalismo Ambiental que, patrocinado pela Fundação Aqualogy, do grupo Agbar, foi entregue pela primeira vez na história destes prêmios, coincidindo com a 30ª edição. Além disso, houve a entrega do Prêmio Dom Quixote de Jornalismo, que avalia a qualidade linguística e foi dotado com 9 mil euros (R$ R$ 23 mil), e que mais uma vez conta com o apoio da empresa pública Tragsa. O fotógrafo Wilton de Sousa Junior recebeu pelo segundo ano consecutivo o Prêmio de Fotografia, pela imagem de um protesto indígena no Rio de Janeiro, durante a Rio+20, da matéria "Índios adotaram estratégias diferentes", publicada no "O Estado de S.Paulo" em 24 de junho de 2012. No prêmio de jornal impresso, a equipe de repórteres do "El Periódico de Catalunya", formada por Antonio Baquero, Michele Catanzaro e Ángela Biesot, recebeu o prêmio por um trabalho de investigação sobre "O caso Oscar", a história de um lavador de carros de Barcelona que viveu um calvário judicial na Espanha e na Itália ao ser confundido com um traficante de drogas. O colombiano Julio Sánchez Cristo, diretor da "W Rádio", da rede "Caracol", foi premiado na categoria Rádio por uma entrevista exclusiva com a prostituta que causou um escândalo quando um segurança do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não quis pagar por seus serviços durante a cúpula de Cartagena. Os diretores da rede mexicana "Televisa" Bernardo Gómez Martínez e Leopoldo Gómez González levaram o prêmio na categoria de Televisão pelo trabalho "O último caudilho", sobre a revolução mexicana. E o trabalho especial multimídia "Quatro anos para salvar a água de Bogotá", publicado no jornal colombiano "Eltiempo.com", venceu na categoria de Jornalismo Digital, dirigido pelo colombiano José Antonio Sánchez. Por sua vez, o peruano Jack Lo Lau recebeu o Prêmio Especial Ibero-Americano de Jornalismo Ambiental graças a seu trabalho "Um encontro com seu saco de lixo à meia-noite". O Prêmio Dom Quixote foi para o argentino Federico Bianchini, pelo artigo "O anfíbio supremo", publicado pela revista digital "Anfibia", sobre o juiz da Corte Suprema da Argentina, Eugenio Raúl Zaffaroni. EFE vh/tr (foto) (vídeo)

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