Jovens russos viram strippers e acompanhantes na Tailândia para fugir da guerra na Ucrânia
Kremlin evita nova mobilização em larga escala e passou a utilizar incentivos financeiros para atrair voluntários para o conflito
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A guerra na Ucrânia tem levado jovens russos a buscar alternativas para evitar uma possível convocação para o Exército. Segundo o jornal britânico The Sun, alguns deles encontraram em Pattaya, na Tailândia, uma forma de permanecer longe do conflito: passaram a trabalhar no distrito de entretenimento adulto da cidade, inclusive como strippers e acompanhantes.
A reportagem conversou com dois russos que trabalham na região. Sam, de 23 anos, natural de Moscou, atua como stripper em uma casa noturna de Walking Street. Ele chegou à Tailândia há poucas semanas, depois de passar pela capital, Bangkok.
Veja Também
Apesar de demonstrar entusiasmo com a nova rotina, o jovem relatou preocupação com a possibilidade de ser enviado para a guerra. Segundo ele, muitos russos de sua geração vivem com o mesmo temor.
Sam afirmou que já perdeu amigos e familiares no conflito e disse acreditar que a guerra, que teve início em fevereiro de 2022, ainda pode durar vários anos. Para ele, permanecer na Tailândia é uma maneira de aproveitar a vida longe da possibilidade de ser recrutado.
Outro russo ouvido pelo The Sun, identificado como Ilya, de 25 anos, também trabalha no mesmo estabelecimento. Morador de São Petersburgo, antes de deixar o país, ele afirmou que não pretende retornar tão cedo.
“Se eu estivesse em casa, definitivamente teria que entrar para o Exército”, disse, segundo o jornal. Ele também relatou que vê na Tailândia uma liberdade que não encontrava na Rússia.
Êxodo de russos
A reportagem do The Sun relaciona a presença desses jovens em Pattaya ao temor de uma nova mobilização militar na Rússia. O país realizou uma convocação de reservistas em setembro de 2022, quando cerca de 300 mil pessoas foram chamadas para o serviço militar.
Desde então, o Kremlin tem evitado anunciar uma nova mobilização em larga escala e passou a utilizar incentivos financeiros para atrair voluntários, especialmente em regiões mais pobres. A estratégia busca compensar as perdas sofridas pelas forças russas no conflito.
Segundo dados citados pelo jornal britânico, a Rússia estaria sofrendo dezenas de milhares de baixas por mês entre mortos, feridos e capturados. Diante desse cenário, cresce entre parte dos jovens russos o receio de que o recrutamento voluntário não seja suficiente para manter o efetivo militar.
O governo russo, por sua vez, nega rumores sobre uma nova convocação.
A Tailândia se tornou um dos destinos procurados por russos desde o início da guerra. De acordo com dados do aeroporto local citados pelo The Sun, 233 mil russos chegaram a Phuket em apenas quatro meses no período posterior ao início do conflito, tornando o grupo um dos principais contingentes de visitantes da ilha.
Em Pattaya, cidade conhecida por sua intensa vida noturna, alguns desses imigrantes encontraram trabalho no setor de entretenimento. Para Sam, a escolha é simples: permanecer longe do campo de batalha. “Por que eu iria para o Exército lutar e morrer se posso estar em Pattaya me divertindo?”, afirmou ao The Sun.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp











