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Jovens russos viram strippers e acompanhantes na Tailândia para fugir da guerra na Ucrânia

Kremlin evita nova mobilização em larga escala e passou a utilizar incentivos financeiros para atrair voluntários para o conflito

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Jovens russos estão se mudando para a Tailândia para evitar serem convocados para o Exército devido à guerra na Ucrânia.
  • Em Pattaya, muitos desses jovens trabalham no setor de entretenimento adulto, como dançarinos e acompanhantes.
  • Sam, de Moscou, e Ilya, de São Petersburgo, são exemplos de jovens que optaram por essa vida para escapar da guerra e aproveitar a liberdade na Tailândia.
  • A Rússia enfrenta dificuldades para manter seu efetivo militar, com rumores de novas convocações, enquanto a Tailândia se tornou um destino popular para russos que buscam evitar o conflito.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Jovens passaram a trabalhar no distrito de entretenimento adulto de Pattaya, na Tailândia Lin Kiu/Unsplash

A guerra na Ucrânia tem levado jovens russos a buscar alternativas para evitar uma possível convocação para o Exército. Segundo o jornal britânico The Sun, alguns deles encontraram em Pattaya, na Tailândia, uma forma de permanecer longe do conflito: passaram a trabalhar no distrito de entretenimento adulto da cidade, inclusive como strippers e acompanhantes.

A reportagem conversou com dois russos que trabalham na região. Sam, de 23 anos, natural de Moscou, atua como stripper em uma casa noturna de Walking Street. Ele chegou à Tailândia há poucas semanas, depois de passar pela capital, Bangkok.

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Apesar de demonstrar entusiasmo com a nova rotina, o jovem relatou preocupação com a possibilidade de ser enviado para a guerra. Segundo ele, muitos russos de sua geração vivem com o mesmo temor.

Sam afirmou que já perdeu amigos e familiares no conflito e disse acreditar que a guerra, que teve início em fevereiro de 2022, ainda pode durar vários anos. Para ele, permanecer na Tailândia é uma maneira de aproveitar a vida longe da possibilidade de ser recrutado.

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Outro russo ouvido pelo The Sun, identificado como Ilya, de 25 anos, também trabalha no mesmo estabelecimento. Morador de São Petersburgo, antes de deixar o país, ele afirmou que não pretende retornar tão cedo.

“Se eu estivesse em casa, definitivamente teria que entrar para o Exército”, disse, segundo o jornal. Ele também relatou que vê na Tailândia uma liberdade que não encontrava na Rússia.

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Êxodo de russos

A reportagem do The Sun relaciona a presença desses jovens em Pattaya ao temor de uma nova mobilização militar na Rússia. O país realizou uma convocação de reservistas em setembro de 2022, quando cerca de 300 mil pessoas foram chamadas para o serviço militar.

Desde então, o Kremlin tem evitado anunciar uma nova mobilização em larga escala e passou a utilizar incentivos financeiros para atrair voluntários, especialmente em regiões mais pobres. A estratégia busca compensar as perdas sofridas pelas forças russas no conflito.

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Segundo dados citados pelo jornal britânico, a Rússia estaria sofrendo dezenas de milhares de baixas por mês entre mortos, feridos e capturados. Diante desse cenário, cresce entre parte dos jovens russos o receio de que o recrutamento voluntário não seja suficiente para manter o efetivo militar.

O governo russo, por sua vez, nega rumores sobre uma nova convocação.

A Tailândia se tornou um dos destinos procurados por russos desde o início da guerra. De acordo com dados do aeroporto local citados pelo The Sun, 233 mil russos chegaram a Phuket em apenas quatro meses no período posterior ao início do conflito, tornando o grupo um dos principais contingentes de visitantes da ilha.

Em Pattaya, cidade conhecida por sua intensa vida noturna, alguns desses imigrantes encontraram trabalho no setor de entretenimento. Para Sam, a escolha é simples: permanecer longe do campo de batalha. “Por que eu iria para o Exército lutar e morrer se posso estar em Pattaya me divertindo?”, afirmou ao The Sun.

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