Juíza argentina rejeita caráter de urgência de denúncia contra Cristina
Internacional|Do R7
Buenos Aires, 15 jan (EFE).- Uma juíza rejeitou nesta quinta-feira analisar em caráter de urgência a denúncia apresentada contra a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e o chanceler Héctor Timerman por um suposto acordo com o Irã para encobrir os autores do atentado contra a associação judaica Amia, informaram fontes judiciais. A juíza María Servini de Cubría não autorizou o julgamento do caso nos primeiros meses do ano ao considerar que a denúncia não contém "elementos probatórios", segundo o Centro de Informação Judicial. Servini de Cubría, que exerce interinamente o cargo em um tribunal de Buenos Aires, afirmou que corresponde ao titular vincular a denúncia à "causa principal, considerando se os argumentos do promotor constituem fatos novos". Ontem, o promotor especial do caso Amia, Alberto Nisman, denunciou a presidente argentina pelos crimes de "encobrimento agravado, descumprimento do dever de funcionário publico e estorvo de ato funcional". Segundo Nisman, a denúncia se baseia em evidências reunidas mediante escutas telefônicas sobre as manobras do governo argentino para "livrar de toda suspeita os acusados iranianos" e "fabricar a inocência do Irã". A denúncia atinge o deputado governista Andrés Larroque, os militantes governistas Luis D'Elia, Fernando Esteche, funcionários da secretaria de Inteligência da presidência argentina, o ex-promotor federal e ex-juiz Héctor Yrimia, e o líder comunitário iraniano Jorge "Yussuf" Khalil. O atentado contra a Amia, cometido em 18 de julho de 1994, deixou 85 mortos e 300 feridos. Dois anos antes, uma bomba explodiu em frente à embaixada de Israel em Buenos Aires, causando a morte de 29 pessoas. A comunidade judaica atribui ao Irã e à organização Hezbollah o planejamento e execução de ambos os atentados. EFE mcg/dk













