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Junta militar de Mianmar ordena bloqueio de Twitter e Instagram

Após tomarem o poder na segunda, militares vêm cortando acesso da população às redes sociais

Internacional|Do R7

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População tem usado redes sociais para marcar protestos contra o golpe
População tem usado redes sociais para marcar protestos contra o golpe

Os novos governantes militares de Mianmar ordenaram nesta sexta-feira (5) que operadoras móveis e provedores de serviços de internet bloqueiem o acesso ao Twitter e ao Instagram no país até "novo aviso", disse a operadora de telecomunicações norueguesa Telenor.

Leia também: Líder de Mianmar é colocada em prisão domiciliar pelos militares


O governo já havia ordenado aos provedores de internet na véspera que bloqueassem o Facebook, que conta com metade da população de 54 milhões como usuários, até 7 de fevereiro.

O Ministério das Comunicações e Tecnologia da Informação não respondeu de imediato a um pedido de comentário, mas disse anteriormente que bloqueou o Facebook por uma questão de "estabilidade". O Twitter, que também enfrenta pressão de autoridades indianas, não respondeu de imediato aos pedidos de comentários.


Um porta-voz do Facebook confirmou o bloqueio no Instagram.

"Instamos as autoridades a restaurar a conectividade para que as pessoas em Mianmar possam se comunicar com familiares e amigos e acessar informações importantes", disse a empresa.


Em comunicado, a Telenor expressou "grande preocupação" sobre a diretriz e disse que questionou sua necessidade junto às autoridades.

Organização via redes sociais

Desde a proibição do Facebook, milhares de pessoas em Mianmar se reuniram no Twitter e no Instagram para expressar sua oposição à ação do Exército e à destituição e prisão da líder eleita Aung San Suu Kyi.


Muitas pessoas têm usado as mídias sociais e hashtags pró-democracia para criticar a ação do Exército e convocar protestos pacíficos até que o resultado da eleição de novembro, vencida de forma esmagadora pelo partido de Suu Kyi, seja respeitado.

Os militares fizeram afirmações infundadas de que a eleição de Suu Kyi e sua Liga Nacional para a Democracia foi fraudulenta. A comissão eleitoral disse que a votação foi justa.

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