Logo R7.com
RecordPlus

Justiça acusa dois americanos de planejar atentados em apoio ao EI

Internacional|Do R7

  • Google News

Washington, 12 jun (EFE).- A Justiça dos Estados Unidos acusou nesta sexta-feira dois de seus cidadãos de ter planejado atentados em apoio ao Estado Islâmico (EI), e os relacionou a exposição de charges do profeta Maomé no Texas que há um mês sofreu um ataque atribuído aos jihadistas. Os acusados são David Wright, também conhecido como Dawud Sharif Abdul Khaliq, de 25 anos, procedente de Everett (Massachusetts), e Nicholas Rovinski, conhecido como Nuh al Andalus, de 24 anos, nascido em Warwick (Rhode Island), informou o Departamento de Justiça em comunicado. Os dois autores do ataque contra a exposição de charges na cidade texana de Garland, perto de Dallas, foram mortos pela polícia, após abrir fogo com fuzis contra os agentes que faziam a segurança da mostra. No momento do ataque, os criminosos foram identificados como Elton Simpson e Nadir Soofi, ambos residentes no Arizona. Além da vinculação ao atentado, o Departamento de Justiça informou hoje que um dos acusados, Wright, era sobrinho de Usaama Rahim, o homem que foi morto no começo de junho em Roslindale (Boston) pela Força Conjunta Antiterrorista do FBI após ameaçar um grupo de agentes com uma faca militar. Esta morte causou desconcerto entre a sociedade americana, e a imprensa levantou as conexões entre o homem e o EI, mas as autoridades evitaram se pronunciar sobre se ele, que estava sendo vigiado, tinha laços com o grupo jihadista. Agora, o FBI afirma, na declaração jurada de um de seus agentes, que o Usaama Rahim e os dois acusados conspiraram para atacar e decapitar uma pessoa identificada como "vítima prevista número 1". O FBI evitou dar o nome do alvo dos jihadistas, embora tenha dito que a pessoa vive em Nova York e tinha organizado a conferência de Garland com as imagens de Maomé. Wright foi detido no dia 3, e a detenção de Rovinski aconteceu ontem à noite em seu domicílio em Rhode Island, segundo o Departamento de Justiça. Se forem declarados culpados de conspirar e fornecer apoio ao EI, os dois enfrentariam a pena máxima de 15 anos de prisão e seriam obrigados a pagar uma multa de US$ 250 mil (pouco mais de R$ 780 mil). EFE bpm/cdr

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.