Justiça bloqueia bens de donos e sócios da boate onde 231 pessoas morreram
Internacional|Do R7
Santa Maria, 29 jan (EFE).- A justiça determinou a indisponibilidade dos bens da empresa dona e sócios da Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, local onde 231 pessoas morreram após um incêndio na manhã de domingo. O pedido foi feito pela Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul "com a finalidade de assegurar a reserva de patrimônio da ré e de seus proprietários, para garantir pagamentos de eventuais indenizações aos familiares das vítimas", explica o órgão, por meio de nota. O bloqueio de bens da empresa e de dois sócios foi decretado na noite desta segunda-feira pelo juiz Afif Simões Neto, do Fórum da Comarca de Santa Maria. Nesta segunda-feira, quatro pessoas foram detidas pela polícia, são eles: os dois donos da boate e dois músicos da banda "Gurizada Fandangueira", que se apresentava no local, no momento em que o incêndio começou e à qual é atribuída a origem do incêndio. Um dos donos da boate, Elissandro Calegaro Spohr, conhecido como "Kiko", foi detido na cidade vizinha de Cruz Alta, para onde, segundo seu advogado, viajou para receber atendimento médico com sintomas de intoxicação. Ainda de acordo com o defensor do empresário, Spohr teve medo de permanecer em Santa Maria. Já Mauro Hoffmann se entregou nesta segunda-feira às autoridades. Ele se apresentou pessoalmente à delegacia da Polícia Civil de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, como havia anunciado seu advogado, após a expedição de um mandado de prisão. O incêndio, deflagrado aparentemente por um espetáculo pirotécnico durante o show, deixou um saldo de pelo menos 231 mortos e mais de 100 feridos, em sua maioria estudantes universitários que realizavam uma festa no local. EFE cm/bg












