Justiça dos EUA condena brasileiros acusados de sequestrar neto
Pai norte-americano processou mãe e avós de seu filho por sequestro após a mãe, que vivia em Houston, decidir não voltar aos EUA
Internacional|Beatriz Sanz, do R7

Os brasileiros Carlos Otavio Guimarães e Jemima Gonçalves foram condenados a três meses e a um mês de prisão, respectivamente, após terem sido considerados culpados de serem cúmplices no sequestro do neto, que tem cidadania americana.
Marcelle Guimarães, filha do casal, veio para o Brasil com o filho em 2013 a passeio. Ela deveria voltar a Houston, onde viviam, mas se recusou.
Segundo Marcelle, seu ex-marido, o médico norte-americano Christopher Brann, tinha histórico de violência doméstica e ela temia pela vida de seu filho e pela própria.
Brann, no entanto, processou a ex-mulher por sequestro e alegou que seus pais eram cúmplices, já que eles tinham comprado as passagens dos dois e matriculado a criança em uma escola.
A mãe garante que todas as vezes que eles viajaram para o Brasil, a criança continuava os estudos na escola que pertence à família, em Salvador.
Mas, de acordo com um relatório do FBI, isso é uma prova de que a fuga estava sendo premeditada. A Justiça norte-americana usou o relatório como prova na hora da condenação.
A defesa de Marcelle não reconhece a decisão. O advogado Rui Celso Reali Fragoso afirma que a decisão deve ser tomada pela Justiça brasileira, já que a criança está no Brasil. Ele afirma que o processo em andamento nos EUA contradiz a convenção de Haia.
Sem contato com a filha
Carlos e Jemima foram presos em Miami, em 7 de fevereiro deste ano. Eles estavam viajando a passeio para visitar o outro filho que vive no país.
O casal ficou detido, mas após pagar uma fiança, puderam ficar em prisão domiciliar. Contudo, eles não podem manter contato com Marcelle ou o neto que vive no Brasil.
O R7 tentou contato com o médico Crhistopher Brann, mas não obteve resposta até o momento.









