Justiça egípcia condena partidários de Mursi a dois anos de prisão
Internacional|Do R7
A justiça egípcia condenou nesta segunda-feira a dois anos de prisão 139 partidários do presidente islâmico Mohamed Mursi, destituído pelo exército, segundo a agência oficial Mena.
Os islamitas, que podem recorrer da decisão, são acusados de envolvimento nos episódios de violência à margem de manifestações em 15 de julho no Cairo.
Além da pena de prisão, o tribunal determinou que cada um deverá pagar 5.000 libras egípcias (520 euros) de fiança para recorrer em liberdade.
Desde que os militares destituíram e prenderam em 3 de julho Mursi, seus partidários manifestam diariamente para exigir o retorno ao poder do primeiro presidente democraticamente eleito do país.
Os protestos têm sido violentamente reprimidos.
Esta implacável repressão pelo regime causou a morte de mais de 1.000 pessoas, em sua maioria islamitas, e a prisão de milhares, incluindo a quase totalidade dos líderes da Irmandade Muçulmana, à qual pertence Mursi.
Desde a revolta de 2011, que derrubou o presidente Hosni Mubarak, a confraria venceu todas as eleições realizadas no Egito.
Mas a novas autoridades do país, dirigido de fato pelo exército, declarou a Irmandade como uma "organização terrorista", após um atentado contra a polícia que matou 15 pessoas reivindicado por jihadistas sem ligação com a confraria.
Desde então, centenas de milhares de membros da Irmandade Muçulmana correm o risco de serem condenados a até cinco anos de prisão caso participem de protestos ou sejam flagrados em posse de escritos ou registros da confraria.
Além disso, seus líderes podem ser condenado à prisão perpétua.
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