Justiça Eleitoral rejeita criação de partido de Marina Silva
Internacional|Do R7
Brasília, 3 out (EFE).- O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil rejeitou nesta quinta-feira por seis votos a um a criação do partido Rede Sustentabilidade, movimento liderado pela ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata presidencial, Marina Silva, segunda nas pesquisas de intenções de voto. Durante quase três horas de deliberações, seis dos juízes se pronunciaram contra o aval para o novo partido, sob o argumento de que o Ministério Público Eleitoral recomendou que não era competência do TSE verificar a validade das assinaturas questionadas para que Marina e seu movimento pudessem disputar as eleições presidenciais, regionais e legislativas de 2014. O TSE aprovou 442 mil das 492 mil assinaturas exigidas, mas o movimento alegou que cerca de 95 mil foram invalidadas "sem justa causa" pelos cartórios de registro. O juiz João Otávio de Noronha, que votou contra o aval para o novo partido, assinalou que "falta um número significativo" e reiterou que o assunto "não se resolve no âmbito do TSE". "O problema aqui é maior, é a ausência de certificados. Não temos algo para certificar", acrescentou. Com a decisão, Marina tem prazo até o sábado para se filiar a um dos partidos homologados e assim poder disputar algum dos cargos que serão disputados nas eleições de outubro do próximo ano. Marina aparece no segundo lugar das intenções de voto, de acordo com recentes pesquisas, como o do Ibope que a aponta com 16% do apoio do eleitorado, contra 38% da atual presidente, Dilma Rousseff, que disputaria sua reeleição. Nas eleições de 2010, vencidas por Dilma, a ecologista recebeu quase 20% da votação, com 19,6 milhões de votos válidos, convertendo-se na terceira força eleitoral do país. EFE wgm/ma










