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Kerry e Netanyahu se reúnem em Davos para falar do processo de paz

Internacional|Do R7

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Jerusalém, 24 jan (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o secretário de Estado americano, John Kerry, se reuniram nesta sexta-feira durante meia hora em Davos (Suíça), à margem do Fórum Econômico Mundial, para falar do processo de paz, informou a imprensa israelense. Segundo representantes israelenses, o encontro se centrou nos detalhes finais do acordo preliminar que o chefe da diplomacia americana quer apresentar nas próximas semanas como base única para a negociação definitiva. A reunião aconteceu um dia depois que um assessor da Casa Branca, que a "Rádio Israel" não identificou, disse à citada emissora que o presidente americano, Barack Obama, e o próprio Kerry estão incomodados com as pressões do lobby judeu no Congresso, acreditando que ele esteja sendo incentivado pelo Governo Netanyahu. A emissora assegurou que ambos estão incomodados com os "reiterados ataques de líderes da comunidade judaica nos EUA" às políticas da Casa Branca e com os entraves que alguns políticos israelenses tentam impor ao processo de paz. Há uma semana, o ministro da Defesa de Israel, Moshé Yaalon, já foi obrigado a se desculpar por causa de palavras dele que vazaram para a imprensa, as quais desacreditavam Kerry e seus atuais esforços de paz. O ministro, um dos mais destacados da ala mais ultraconservadora do partido direitista Likud, tachou o chefe da diplomacia americana de "obsessivo e messiânico" e afirmou que seu projeto de acordo com os palestinos "não valia nem o papel no qual estava escrito". Segundo o jornal "Yedioth Ahronoth", naquela conversa Yaalon negou também que Israel negociasse com os palestinos e afirmou que "a única coisa que pode nos salvar é que John Kerry receba seu prêmio Nobel e nos deixe em paz". À medida que os esforços de Kerry começam a se aproximar de sua fase final, crescem a atividade e as reservas da ala mais dura israelense, em particular da direita radical e dos movimentos de colonos, contrários a qualquer acordo. EFE jm/ma

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