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Kerry espera que visita de Obama "mude posição" da Rússia sobre a Síria

Secretário americano participou nesta terça-feira (3) da primeira audiência no Congresso 

Internacional|Do R7

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Segundo Kerry, os russos "estão cooperando" com os EUA no esforço de realizar um "processo negociado"
Segundo Kerry, os russos "estão cooperando" com os EUA no esforço de realizar um "processo negociado"

O secretário de Estado americano, John Kerry, disse nesta terça-feira (3) que espera que a visita do presidente Barack Obama à Rússia para a cúpula do G20 resulte em alguma "mudança de atitude" por parte do líder russo, Vladimir Putin, sobre as "provas" do suposto uso de armas químicas pelo regime sírio.

"Esperamos que a cúpula produza alguma mudança de atitude quando o presidente [Obama] puser as evidências à disposição de Putin", afirmou Kerry durante a primeira audiência no Congresso dos Estados Unidos dedicada a debater um possível ataque militar contra a Síria.


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Obama partirá na noite de hoje para a Suécia, onde realizará amanhã e quinta-feira (5) uma visita oficial, e depois viajará para São Petersburgo para participar da reunião do G20. "Acho que é importante para nós não entrarmos em uma espécie de luta desnecessária com os russos", disse Kerry perante o Comitê de Relações Exteriores do Senado americano.


Segundo Kerry, os russos "estão cooperando" com os EUA no esforço de realizar um "processo negociado" para pacificar a Síria, assim como em outros assuntos como as conversas nucleares com o Irã e a Coréia do Norte.

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A Rússia "não tem um compromisso ideológico" no conflito sírio, argumentou o chefe da diplomacia americana.


"Os russos condenaram o uso de armas químicas, os iranianos também. Quando a prova desse uso se tornar mais clara no curso do debate, acho que vai ser muito difícil para o Irã e a Rússia decidir, diante dessa evidência, que há algo digno de ser defendido", comentou Kerry.

A visita de Obama ocorre em um momento de tensões na relação bilateral pelas discordâncias sobre a questão da Síria e pelo asilo temporário concedido pela Rússia ao ex-técnico da CIA Edward Snowden responsável pelo vazamento dos programas de espionagem em massa do governo americano. 

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