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Kiev e separatistas estabelecem cessar-fogo e retirada de armamento pesado

Internacional|Do R7

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Minsk, 10 fev (EFE).- A Ucrânia e os separatistas pró-Rússia estabeleceram nesta terça-feira um cessar-fogo e a retirada do armamento pesado durante as negociações de paz realizadas em Minsk com mediação da Rússia e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), informou a agência russa "TASS". Além disso, segundo a fonte anônima citada pela agência russa, as partes concordaram com a criação um mecanismo de controle sobre o cumprimento da cessação das hostilidades. Por enquanto se desconhece se as partes definiram também a linha de separação de forças e a zona desmilitarizada da qual deve retirar-se a artilharia de grosso calibre tanto das forças governamentais como das milícias insurgentes. Além disso, Kiev e os negociadores rebeldes abordaram o status das regiões de Donetsk e Lugansk e a realização de eleições locais nas áreas sob controle rebelde, segundo a fonte que não foi identificada. Os rebeldes não renunciam à independência, enquanto o governo ucraniano está disposto a conceder aos territórios separatistas apenas uma autonomia limitada. Quanto aos pleitos, Kiev não reconhece as eleições separatistas realizadas em 2 de novembro do ano passado, condenadas pela comunidade internacional e que a Rússia respeitou, mas não chegou a reconhecer. O negociador da autoproclamada república popular de Donetsk, Denis Pushilin, assegurou à imprensa que os separatistas tinham entregado às outras partes um projeto de regulação política e militar do conflito que explodiu em abril de 2014. Em seguida, foi anunciada uma pausa nas negociações e tanto o ex-presidente da Ucrânia, Leonid Kuchmá, como a representante da OSCE, Heidi Tagliavini, abandonaram o local para realizar consultas. A OSCE advertiu que a morte de 15 pessoas hoje no bombardeio de Kramatorsk, cidade sob controle governamental na região de Donetsk, agrava a situação na zona de conflito justo quando acontecem as negociações de paz. O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, acusou os rebeldes de atacar a sede do Estado-Maior das forças governamentais e uma área residencial dessa cidade, antigo bastião pró-Rússia tomado por Kiev em meados de 2014. Segundo os analistas, do êxito das negociações de hoje depende a convocação da cúpula de amanhã na capital bielorrussa entre Ucrânia, Rússia, Alemanha e França, na qual os líderes destes países abordarão uma solução duradoura para o conflito. EFE vm-io/rsd

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