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Líbano condena lançamento de projéteis em direção a Israel

Internacional|Do R7

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Beirute, 22 ago (EFE).- As autoridades libanesas condenaram nesta quinta-feira o lançamento de quatro projéteis em direção a Israel do sul do Líbano, um ataque do qual Tel Aviv responsabilizou o governo e o exército libaneses. O presidente do Líbano, Michel Suleiman, e o primeiro-ministro em fim de mandato, Najib Mikati, consideraram o incidente uma "notável violação da resolução 1701". Os líderes se referiram ao texto da ONU que deu fim à guerra do verão de 2006 entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah. Também prometeram uma investigação e levar à justiça os autores dos disparos, que não causaram vítimas e foram efetuados da região de Tiro. Mikati afirmou que o exército libanês, em cooperação com as forças da ONU para o Líbano (Finul) realiza uma investigação para descobrir as circunstâncias do incidente. Denunciou, ainda, qualquer tentativa de solapar a estabilidade que o sul do Líbano vive, especialmente a região fronteiriça. O exército israelense afirmou horas antes que considera o "governo do Líbano e as Forças Armadas libanesas os organismos responsáveis pelo ataque". Em uma nota, detalha que um dos projéteis foi alcançado pela bateria antimísseis "Domo de Ferro" entre as cidades de Nahariya e Akko, enquanto outros dois caíram em regiões povoadas causando apenas prejuízos materiais. O ataque acontece em um momento de alta tensão já que o Líbano responsabilizou Israel de um atentado que causou o passado 15 de agosto 27 mortos e 336 feridos em um feudo do grupo xiita Hezbollah em Beirute. Por sua vez, o Hezbollah reivindicou um dia antes do atentado a autoria das explosões que feriram quatro soldados israelenses em 7 de agosto em território libanês. O movimento xiita é um dos principais aliados dos regimes de Damasco e de Teerã e um dos mais próximos inimigos de Israel na região. EFE ks-mv/tr

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