Líder do Sinn Fein é libertado após ser detido pela polícia norte-irlandesa
Internacional|Do R7
Dublin, 4 mai (EFE).- A Polícia da Irlanda do Norte (PSNI) confirmou neste domingo que libertou o presidente do Sinn Fein, Gerry Adams, após o líder do partido ter sido detido na última quarta-feira por um assassinato cometido pelo IRA em 1972. Em comunicado, a PSNI indicou que "um homem de 65 anos" foi posto em liberdade e que sua situação ficará "pendente de um relatório" que será enviado à promotoria da província britânica. A polícia norte-irlandesa enviará um relatório à promotoria para deixar em suas mãos a decisão de apresentar acusações contra o político em relação ao assassinato de uma mulher católica cometido pelo já inativo Exército Republicano Irlandês (IRA) em 1972. Segundo os especialistas, a PSNI pode demorar um tempo para elaborar esse relatório, que deverá ser estudado detalhadamente pelos promotores antes de qualquer decisão e, por isso, o caso não deverá ter um desfecho em breve. Adams passou hoje pelo seu quarto dia consecutivo de interrogatório em uma delegacia de Antrim, ao norte de Belfast, onde se apresentou voluntariamente na última quarta-feira para colaborar com a PSNI na investigação do crime em que nega seu envolvimento. Jean McConville, viúva de 37 anos e mãe de dez filhos, foi assassinada pelo IRA por ser uma suposta espiã das forças britânicas, uma acusação que era falsa, e seu corpo não foi encontrado até 2003. Quatro anos antes, o IRA reconheceu a autoria do assassinato e, inclusive, forneceu pistas sobre o paradeiro da vítima. A detenção de Adams enfureceu o Sinn Féin, que acusou "elementos obscuros" da PSNI de conspirar, sem ter provas, para prejudicar o processo de paz e as aspirações eleitorais do partido nacionalista nas eleições locais e europeias deste mês. Seu "número dois" e principal vice-ministro norte-irlandês, Martin McGuinness, advertiu que seu partido estaria disposto a "reavaliar" seu apoio à PSNI caso Adams fosse acusado por esse assassinato, o que poderia criar uma grave crise no processo de paz. Por sua parte, o ministro principal norte-irlandês, o unionista Peter Robinson, qualificou hoje de "desprezíveis" as acusações vertidas pelo Sinn Féin contra as forças da ordem. Robinson denunciou que essas "ameaças" constituem uma tentativa de "chantagem" desde "as mais altas instâncias do Sinn Féin", um comportamento que o dirigente protestante tachou de "desprezível" e próprio de "pistoleiros". EFE ja/fk














