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Líderes da UE iniciam cúpula para renovar principais cargos do bloco

Presidentes precisam votar em candidatos para assumir Comissão Europeia, do Conselho Europeu, da Eurocâmara e do Banco Central Europeu

Internacional|Da EFE

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Líderes europeus começam cúpula informal
Líderes europeus começam cúpula informal

Os líderes da União Europeia começaram nesta terça-feira (28) uma cúpula informal para iniciar a renovação dos principais cargos do bloco comunitário, como as presidências da Comissão Europeia, do Conselho Europeu, da Eurocâmara e do Banco Central Europeu.

Em sua chegada a Bruxelas para a cúpula, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse apoiar os candidatos principais ("Spitzenkandidaten") para a eleição do próximo presidente da Comissão e, em particular, o líder do Partido Popular Europeu (PPE), Manfred Weber.


Por sua vez, o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que os governos socialistas da UE apoiarão para presidir a Comissão o candidato principal social-democrata, o holandês Frans Timmermans, que para ele conseguirá o consenso necessário fora de sua bancada política.

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Já o presidente da França, Emmanuel Macron, preferiu não citar quem apoia para ocupar a presidência da Comissão, mas disse que são necessárias pessoas com "experiência e credibilidade".


"Pela primeira vez desde que existe o Parlamento Europeu, não há maioria com dois partidos e, portanto, se dá a necessidade de construir outra coisa, um novo projeto que represente o que o povo europeu elegeu", disse o governante francês.

Os liberais foram a terceira bancada mais votada nas eleições para a Eurocâmara da semana passada e conseguiram 107 cadeiras, enquanto a soma de social-democratas e populares não obteve a maioria dos assentos.


Para poder ocupar o cargo, o próximo presidente da Comissão Europeia precisa do apoio dos líderes da UE por maioria qualificada reforçada (21 países com pelo menos 65% da população do bloco) e uma maioria absoluta na Eurocâmara (376 das 751 cadeiras).

O primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, também mostrou preferência pelo candidato principal do PPE, Manfred Weber, embora tenha reconhecido que o partido não tem assentos suficientes para formar uma maioria, mas ressaltou que também não é possível construi-la sem essa legenda, razão pela qual aposta em abrir negociações com as bancadas de social-democratas, verdes, conservadores e reformistas, assim como com os liberais.


Já o premiê de Luxemburgo, o liberal Xavier Bettel, manifestou oposição aos "Spitzenkandidaten" e preferiu não falar em nomes para os principais postos da União Europeia.

O primeiro-ministro da Holanda, o também liberal Mark Rutte, considera que primeiro é preciso discutir os conteúdos e depois os nomes, e acrescentou que se deve assegurar um equilíbrio de gênero e geográfico ao nomear o presidente da Comissão, do Conselho, da Eurocâmara, do BCE e da alta representante do bloco para Assuntos Exteriores.

Segundo o jornal tcheco "Hospodarske noviny", o Grupo de Visegrado (República Tcheca, Hungria, Polônia e Eslováquia) apoiaria o social-democrata eslovaco Maros Sefcovic, atual vice-presidente da Comissão, como candidato à presidência da Comissão.

Da cúpula participa também a primeira-ministra britânica, Theresa May, que garantiu que enquanto o Reino Unido for país-membro, continuará cumprindo suas "obrigações e deveres" e "exercendo um papel construtivo".

"Isso inclui estar hoje aqui falando dos mais altos cargos nas instituições da União Europeia", destacou May, reiterando sua "profunda decepção" por não ter materializado a saída de seu país da UE, embora tenha ressaltado que agora, após sua anunciada renúncia iminente, corresponderá a seu sucessor decidir como abordar o Brexit.

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