Líderes do G7 começam cúpula com foco na economia e nas difíceis relações com a Rússia
Barack Obama pediu que se mantenha a linha de sanções ao país excluído do grupo
Internacional|Do R7

Os líderes do G7, grupo que reúne os sete países mais industrializados e desenvolvidos economicamente do mundo, começaram neste domingo (7) sua cúpula no palácio bávaro de Elamu, no sul da Alemanha, com uma agenda centrada na evolução da economia e nas difíceis relações com a Rússia por causa da crise da Ucrânia.
Tanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, como o do Conselho Europeu, o ex-primeiro-ministro polonês Donald Tusk, pediram, antes do começo da reunião, que se faça frente à atitude da Rússia a respeito da Ucrânia e se mantenha a linha das sanções a esse país que foi excluído do grupo por causa da explosão dessa crise.
Acompanhada por seu marido, Joachim Sauer, a chanceler alemã, Angela Merkel, deu as boas-vindas aos presidentes dos EUA, ao da França, François Hollande, assim como aos primeiros-ministros da Itália, Matteo Renzi, do Reino Unido, David Cameron, do Japão, Shinzo Abe, do Canadá, Stephen Harper, e aos presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e do Conselho Europeu, Donald Tusk.
A primeira sessão de trabalho tem como eixo a análise da economia global e, embora a crise grega não esteja incluída formalmente na agenda, o governo de Berlim assume que seria surpreendente que os líderes do G7 não abordassem a questão.
Merkel e Hollande falaram no sábado (6) de novo por telefone com o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, e, hoje, Juncker, em entrevista coletiva, assinalou que "ainda não recebeu" nenhuma proposta alternativa de Atenas à apresentada pelos credores internacionais para fechar um plano de reformas que permita desbloquear a ajuda financeira pendente.
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Nas sessões de trabalho de hoje, os líderes do G7 abordarão também o andamento das negociações dos diferentes acordos de livre-comércio bilaterais ou regionais e, no jantar, se centrarão na agenda exterior, desde o conflito da Ucrânia até a guerra na Síria.
Trata-se da segunda cúpula consecutiva sem a presença do presidente russo, Vladimir Putin, afastado deste fórum informal pelos demais líderes após a anexação da península ucraniana da Crimeia.
O governo alemão escolheu como cenário para a cúpula as bucólicas paisagens do sul da Baviera, perto da fronteira com a Áustria, onde os lideres do G7 posaram para os fotógrafos enquanto passeavam pelo campo. Mais de 22.000 policiais alemães participam do esquema de segurança preparado para a cúpula, apoiados por 2.000 colegas austríacos.













