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Loya Jirga se reúne em Cabul sob fortes medidas de segurança

Internacional|Do R7

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Cabul, 21 nov (EFE).- Centenas de soldados e policiais foram mobilizados em Cabul para garantir a segurança durante a Loya Jirga, a assembleia tradicional do país, que analisa a partir desta quinta-feira o princípio do acordo para prolongar a presença militar dos Estados Unidos no Afeganistão. Mais de 2,5 mil chefes tribais, acadêmicos e autoridades locais participarão da reunião, que tem caráter consultivo, mas cuja decisão se considera determinante para que o Parlamento afegão aprove o acordo em um futuro próximo. A princípio, está previsto que o encontro termine no sábado, mas o mesmo pode se estender por até uma semana se os congregados não conseguirem chegar a um consenso sobre a proposta, que conta com a rejeição direta do movimento insurgente. O projeto de acordo entre Estados Unidos e Afeganistão estabelece as condições para que um contingente militar americano, cujo número oscilaria entre 7 mil e 15 mil homens, permaneça no país, após a retirada das tropas da Otan no ano que vem. Segundo a minuta do acordo, que entraria em vigor em 2015 e duraria até 2024, os EUA custeariam temporariamente o treinamento do Exército afegão, enquanto o governo de Cabul permitiria que as tropas norte-americanas utilizassem as bases militares do país. O principal ponto de desavença entre as partes é o pedido do Afeganistão para que os EUA façam frente à Al Qaeda e aos grupos insurgentes a partir das bases militares, sem que suas tropas possam realizar prisões e averiguações em domicílios no território afegão. Apesar dessa divergência, observadores locais consideram provável que a Loya Jirga apoie a assinatura do projeto de acordo. "A Loya Jirga fará o que for determinado pelo presidente (afegão) Hamid Karzai", estimou o analista político local Muhammad Farhad Habibi. A convocação da Loya Jirga coincide com uma das fases mais violentas do conflito afegão, sem que o processo de retirada gradual das forças da Otan, iniciado em 2011, tenha reduzido a escalada da violência. Durante esse processo de retirada, o Exército afegão e polícia local passam a assumir gradualmente a segurança em todo o país. No próximo mês de abril vão acontecer eleições presidenciais nas quais Karzai não poderá ser candidato, pois terá cumprido dois mandatos consecutivos no poder. EFE fpw-amg/rpr

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