Lula defende fortalecimento do comércio entre Brasil e Peru
Internacional|Do R7
Lima, 2 jun (EFE).- O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visitará o Peru na terça-feira para se reunir com o presidente Ollanta Humala e participar no dia seguinte de um fórum empresarial da Câmara de Comércio Peru-Brasil, defendeu neste domingo o fortalecimento do comércio entre os dois países. Em entrevista publicada hoje no jornal "La República", o ex-mandatário assinalou que como consequência da crise internacional, Peru e Brasil devem tentar "fortalecer nossa relação com nossos sócios da região". Além disso, considerou que "o fluxo do comércio entre Brasil e Peru é muito pequeno para o tamanho" das duas economias. As exportações peruanas ao Brasil cresceram de US$ 217 milhões em 2002 até US$ 1,2 bilhão anuais na atualidade. De forma paralela ao desenvolvimento econômico, Lula declarou que "se o Brasil quer ser um ator global ao longo deste século, o primeiro que deve fazer é tratar com muito mais carinho e afeto seus vizinhos". Por outra parte, na entrevista, o líder do PT lembrou uma "divergência" que teve com o ex-presidente peruano Alan García (1985-1990 e 2006-2011) sobre a aplicação das políticas sociais. "Eu pensava que podíamos redistribuir com políticas sociais ao mesmo tempo em que a economia crescia; Alan achava que primeiro era necessário que a economia crescesse para pensar em redistribuir", explicou. Ter tirado 16 milhões de brasileiros da pobreza extrema "é o resultado da combinação de políticas públicas que não esperou o crescimento da economia, mas foi sendo feita ao mesmo tempo", indicou Lula. Além disso, o ex-presidente disse estar convencido que Humala é melhor para seu país que a ex-candidata presidencial Keiko Fujimori, e que ficou "muito feliz" quando ganhou as eleições de 2011. Durante sua visita a Lima, Lula receberá as chaves da cidade de mãos da prefeita da capital, Susana Villarán, e a Universidad Nacional Mayor de San Marcos o condecorará como Doutor Honoris Causa. O ex-presidente visitará também Colômbia e Equador durante a próxima semana para se reunir com os chefes de Estado desses países, participar de debates e receber homenagens. EFE mmr/rsd












