Maduro deve participar de reunião da Unasul, diz vice-chanceler do Peru
Internacional|Do R7
LIMA, 18 Abr (Reuters) - O presidente eleito venezuelano, Nicolás Maduro, deve viajar nesta quinta-feira a Lima para participar da reunião extraordinária da Unasul, na qual os líderes da região vão apoiar o processo democrático do país e rejeitar questionamentos sobre a legitimidade da votação que deflagrou uma crise política na Venezuela.
A possível chegada de Maduro foi informada pelo vice-ministro de Relações Exteriores do Peru, Fernando Rojas, que será anfitrião da reunião como chefe da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). A presidente Dilma Rousseff particirará do encontro em Lima.
Depois das reunião, os presidentes viajam a Caracas para a posse na sexta-feira de Maduro, que venceu com uma vantagem de 272.000 votos sobre o candidato de oposição Henrique Capriles.
O resultado foi questionado pela oposição e provocou confrontos nas ruas do país entre manifestantes e forças de segurança, que resultaram em oito mortos, segundo dados oficiais.
"... a informação que temos é que viria o presidente Maduro", disse Rojas.
"O objetivo da reunião sempre foi o de trabalhar em busca de consensos, na procura de fortalecer a democracia, não somente em um país, mas na região", acrescentou o vice-ministro, que confirmou a presença de todos os chefes de Estado, menos o do Equador e da Guiana.
Mais cedo, o chanceler argentino, Héctor Timerman, disse em Buenos Aires que na reunião serão rejeitadas as "expressões extrarregionais" que questionaram a eleição venezuelana.
"Todos os países coincidimos sobre a necessidade de nos reunirmos previamente à posse de Maduro para expressar uma posição unânime do bloco em relação às expressões extrarregionais e a alguma dentro de nossos próprios países que questionaram a legitimidade das eleições", disse Timerman a uma rádio argentina. (Reportagem de Marco Aquino, com reportagem de Juliana Castilla en Buenos Aires)












