Maduro e Cristina reforçam cooperação em energia e segurança alimentar
Internacional|Do R7
Buenos Aires, 8 mai (EFE).- Os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, e da Venezuela, Nicolás Maduro, reforçaram nesta quarta-feira a cooperação entre os países em matéria de energia e segurança alimentar e selaram novos convênios destinados a aprofundar a relação para "seguir avançando rumo à inclusão social". Em um discurso conjunto em Buenos Aires, os dois explicaram os acordos assinados por seus governos, 12 no total, entre os quais destacaram os relacionados com petróleo, gás e produção agrícola. "Argentina e Venezuela: gás e alimentos. A equação perfeita", resumiu Maduro, que reconheceu que seu país teve e ainda tem "problemas de abastecimento severos". "Nosso objetivo é garantir a reserva alimentícia, os alimentos básicos, para três meses, abonada com produção interna, mas também com produtos argentinos", acrescentou. Nesse sentido, Cristina ressaltou que os acordos selados em matéria de agricultura permitirão fornecer "management argentino" à Venezuela. No setor energético, a governante argentina ressaltou o interesse de seu governo em "unificar e aprofundar laços" com a PDVSA, companhia petrolífera estatal venezuelana, com a qual assinarão novos e "mais importantes" convênios. Cristina explicou que, tanto ela como Maduro, falaram de iniciar "políticas claras e concretas" para "avançar nos projetos de inclusão social tão fortes que ocorreram na América do Sul". "Argentina e Venezuela somos duas forças telúricas de mudança. Nossos povos se conhecem e se gostam", disse o presidente venezuelano que, da mesma forma que Cristina, reservou palavras de carinho para os falecidos Hugo Chávez e Néstor Kirchner. "Os venezuelanos sentimos admiração pela história da Argentina e pelos dois gigantes, Kirchner e Chávez, que iniciaram uma nova época na região e assentaram as bases deste caminhar juntos", comentou Maduro. A sombra de Chávez, que morreu por causa de um câncer em março passado, e do também falecido Néstor Kirchner, marido e antecessor de Cristina, marcou a visita de Maduro, que prestou homenagem a ambos durante um ato organizado por grupos governistas em um estádio da capital argentina. "Sou o primeiro presidente chavista e operário e o segundo presidente peronista e kirchnerista da Venezuela", proclamou Maduro durante seu discurso perante as milhares de pessoas que foram ao estádio do All Boys em Buenos Aires para lembrar "dois gigantes da Pátria Grande". Por outro lado, dezenas de antichavistas protestaram no centro de Buenos Aires contra a visita de Maduro, que em sua primeira viagem internacional incluiu três países aliados e sócios do Mercosul: Uruguai, Argentina e Brasil, onde amanhã se reunirá com a presidente Dilma Rousseff. A Venezuela está imersa em uma crise política após o pleito do último dia 14 de abril, que, segundo os dados do ente eleitoral, Maduro venceu por uma estreita margem de 225 mil votos sobre o líder opositor Henrique Capriles, que não reconheceu o resultado e impugnou as eleições. EFE ajs/rsd (foto) (vídeo)









