Maduro e Raúl Castro reforçam aliança estratégica de Fidel e Chávez
Internacional|Do R7
Os presidentes de Cuba, Raúl Castro, e da Venezuela, Nicolás Maduro, reforçaram neste sábado em Havana a "aliança estratégica" criada há 12 anos por seus antecessores, Fidel Castro e o falecido Hugo Chávez, ao assinar 51 projetos de colaboração no valor de quase 1 bilhão de dólares.
Os acordos estão dirigidos às áreas de saúde, educação, transporte, esporte, energia e missões sociais, assinados em um "ambiente de compreensão e entendimento", disse a Ata Final da XIII Comissão Mista Intergovernamental.
Os dois presidentes ratificaram sua decisão de manter sua aliança, que converte a Venezuela no principal parceiro econômico, comercial e político de Cuba.
O presidente venezuelano, cuja relação com Cuba foi fortemente criticada pela oposição, disse que viajou a Havana para "ratificar com muita força nossa união" e assegurou que "Cuba e Venezuela vão seguir juntas trabalhando".
Trata-se de "uma aliança estratégica que transcende os tempos, que, mais do que uma aliança, é uma irmandade", disse.
Raúl Castro, por sua vez, reiterou "a vontade inabalável de Cuba de continuar a cooperação solidária com a Venezuela, decididos a compartilhar nosso destino com o heroico povo venezuelano".
Antes de seu encontro com Raúl Castro na noite de sábado, Maduro se reuniu durante cinco horas com Fidel Castro, com quem se lembrou de Chávez e de sua relação com o país.
"Estivemos por cinco horas com Fidel conversando, lembrando o comandante Chávez, lembrando que eles dois constituíram esta relação (entre Cuba e Venezuela) que vai além de uma aliança estratégica. É uma relação de irmãos, uma família América Latina e Caribe", disse Maduro à imprensa.
Maduro fez estas breves declarações depois de colocar flores no monumento do herói cubano José Martí e antes de se reunir com Raúl Castro no Palácio da Revolução.
Cuba é o segundo país a ser visitado por Maduro após sua eleição como presidente por uma estreita margem (50,66% contra 49,07%) no dia 14 de abril, em eleições impugnadas pelo candidato opositor Henrique Capriles, que também critica o governo chavista por sua estreita relação político-econômica com Havana.
Maduro, sucessor do falecido Chávez, prometeu durante a campanha eleitoral que permaneceria firme junto a Cuba e disse que inclusive reforçaria a relação bilateral, o que ratificou ao assumir a presidência, no dia 19 de abril.
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