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Maio deve marcar o início do fim do isolamento na Europa

Desde março, milhões de europeus estão fechados em suas casas em meio à luta contra a covid-19; em maio, os governos esperam começar a retomada

Internacional|Fábio Fleury, do R7

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Usando máscaras, casal aproveita a vista durante passeio em Florença, na Itália
Usando máscaras, casal aproveita a vista durante passeio em Florença, na Itália

Após semanas de confinamento, diagnósticos, medo e muitas mortes, o mês de maio será de reabertura para muitos países da Europa que sofreram o impacto inicial da pandemia do novo coronavírus. Pouco a pouco, com a redução dos casos e mortes diárias pela covid-19, os governos vão levantar as restrições e medidas de confinamento social.

Leia também: Maio será mês de experiências de reabertura na Europa com covid-19

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Com suas populações em quarentena há praticamente dois meses, Itália, França, Espanha, Portugal Alemanha e outros países começam a reabrir as portas e se preparar para a vida após o coronavírus, ainda sem saber ao certo o quanto ela será diferente.

Alguns países vão adotar a prática do "passaporte de imunização', que ainda não é considerada eficaz pela ciência. Outros farão um relaxamento gradual das medidas de isolamento, até que as atividades econômicas possam ser totalmente retomadas. Confira algumas dessas mudanças abaixo.

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Abertura por faixas

País com mais casos registrados no continente, a Espanha contabiliza 239 mil pessoas que tiveram covid-19 e registrou mais de 24,5 mil mortes pela doença, mas parece ter controlado a propagação. A partir deste sábado (2), as pessoas poderão começar a voltar às ruas. Mas não todas de uma vez.

O governo, que já havia liberado a saída de crianças com um acompanhante desde a semana passada, instituiu faixas de horário ao longo do dia, para que as pessoas possam andar fora de casa, num raio de até um quilômetro.

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A ideia do governo espanhol é reabrir os poucos e o processo pode demorar até junho, pelo menos.

Itália volta na 2ª

Com quase 28 mil mortos, a Itália foi por muito tempo o epicentro da pandemia na Europa e no mundo, mas com isolamento e muitos sacrifícios por parte da população, o pior parece ter passado.

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A partir de segunda-feira (4), atividades como a indústria de manufatura, construção e atacadistas poderão ser retomadas. Visitas familiares e funerais com grupos de até 15 pessoas serão liberados, desde que com uso de máscaras e respeito à distância social.

Parques e espaços públicos serão reabertos para a prática de esportes, mas as pessoas deverão ficar a, no mínimo, um metro de distância umas das outras. Já as escolas permanecerão fechadas até setembro, quando começará o próximo ano letivo. Setores como o de beleza reclamam de ter ficado para junho.

Cautela na retomada francesa

Por sua vez, a França tem o início da retomada marcado para a segunda-feira seguinte (11), desde que o número diário de novos casos se mantenha abaixo dos 3 mil. A maioria das lojas de rua poderá voltar a abrir, exceto bares, restaurantes, cafés e shopping centers.

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O país pretende realizar 700 mil testes por dia e controlar os movimentos de contaminados e pessoas que tiverem contato com eles. O uso de máscaras no ambiente de trabalho e no transporte público será obrigatório e o governo pede que as empresas mantenham funcionários trabalhando o máximo possível de suas casas e, caso não seja possível, que façam turnos com menos pessoas.

Ainda há a possibilidade de que as escolas sejam reabertas em meados de maio e as universidades, no início de junho, mas as autoridades vão aguardar os resultados do começo da retomada para bater o martelo. O presidente Emmanuel Macron alertou que o dia 11 será apenas o primeiro passo rumo à normalidade.

Fim da emergência em Portugal

Um dos países que melhor conseguiu controlar a propagação do coronavírus na Europa, Portugal inicia sua reabertura retirando o estado de emergência já neste domingo (3). A partir de segunda, os transportes públicos voltam a funcionar, com lotação reduzida e lojas de até 200m² poderão reabrir.

O andamento do processo terá avaliações quinzenais. Se tudo correr bem, a segunda fase começa no dia 18 de maio, com a reabertura de lojas de rua de até 400m², restaurantes com lotação limitada e de parte do sistema escolar, como unidades para crianças de 12 e 13 anos, locais que atendem alunos com deficiência e algumas creches.

A última fase está prevista para o início de junho, quando os shoppings e centros comerciais poderão reabrir, assim como cinemas e teatros (desde que com lugares marcados e distanciamento social) e a maioria das escolas. O Campeonato Português deverá ser retomado nessa época, com estádios vazios.

A experiência alemã

A Alemanha conseguiu, com muitos testes e isolamento social, controlar a propagação do coronavírus antes da maioria dos países europeus, e deu início à sua reabertura no meio de abril. A retomada do comércio, no entanto, causou um aumento no número de casos, no primeiro momento.

O governo prorrogou as medidas de distanciamento até 10 de maio, quando os resultados serão reavaliados e um dos principais virologistas do país se manifestou contra o chamado "efeito rebanho". Mesmo assim, já houve alguns avanços. 

Casamentos e funerais, com poucas pessoas e respeitando medidas de distanciamento, voltaram a ser realizados. Haverá uma reunião do governo no meio da próxima semana para avaliar o andamento da retomada e decidir se escolas, parques e outros locais poderão ser reabertos.

A 'nova normalidade' austríaca

A Alemanha segue o modelo implementado por sua vizinha, a Áustria, a partir de meados de abril. O país iniciou uma reabertura parcial do comércio no dia 14 e retirou as medidas de confinamento na última sexta-feira, dia 30.

Agora, estabelecimentos de diversos setores, inclusive de beleza, e parques já podem receber público novamente. Todos, no entanto, devem observar o que o governo chama de "nova normalidade", com higienização frequente das mãos, uso de máscaras em público e distanciamento social.

O país combateu a pandemia com isolamento e muitos testes desde o início e, graças a isso, conseguiu começar seu planejamento para a reabertura mais cedo. A Áustria teve menos de 600 mortes por covid-19 até o momento.

Britânicos e tchecos ainda aguardam

Por sua vez, o Reino Unido ainda aguarda um achatamento maior de sua curva de contágio e mais dados científicos para poder implementar medidas de retomada. Durante a semana, o país contabilizou mortes que aconteceram fora do sistema hospitalar e disparou para a terceira colocação mundial no número de óbitos.

A República Tcheca aposta num criticado plano de "quarentena inteligente", que envolve o monitoramento de contagiados e pessoas que tiveram contato com eles por meio de aplicativo de celular. O país começou uma retomada em 20 de abril, mas precisou estender o estado de emergência até meados de maio, pelo menos.

Com uma das ações mais elogiadas contra o coronavírus, o governo da Irlanda deve anunciar suas políticas de reabertura na próxima terça-feira (5), segundo anúncio feito pelo primeiro-ministro Leo Varadkar.

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