Maliki adverte que todos perderão se discórdia se disseminar no Iraque
Internacional|Do R7
Bagdá, 25 abr (EFE).- O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, advertiu nesta quinta-feira que todos perderão se o pavio da discórdia for aceso no Iraque, após a onda de violência iniciada há dois dias por um ataque das forças da ordem contra uma praça onde os sunitas se concentravam para protestar no norte do país. "Se for acesa a discórdia não vai haver nem vencedores nem vencidos, todos serão perdedores e que se preparem os que a acenderem, tanto dentro como fora do Iraque, porque vão queimar os dedos", disse o xiita Maliki em discurso televisionado. O chefe do governo avisou que as autoridades não tolerarão nenhuma agressão contra o exército e a polícia e também por parte dos soldados das forças da ordem que infringirem a lei. O primeiro-ministro pediu para que todos os iraquianos, sobretudo líderes nacionais, chefes de clãs, clérigos, intelectuais e jornalistas não se calem diante daqueles que desejam que o país regrida por meio do terrorismo. "Se todos juntarmos nossos esforços e tivermos boas intenções podemos criar um Iraque unido longe da discórdia e dos enfrentamentos", afirmou. Maliki fez uma chamada pelo diálogo e o entendimento entre todas as partes dentro dos mecanismos constitucionais e criticou aqueles que boicotam o país, em referência à aliança opositora Al Iraqiya, cujos ministros participam desde fevereiro das reuniões do Executivo. Para o primeiro-ministro, por trás dos últimos episódios ocorridos em Al Hueiya e Suleiman Bek está a organização terrorista Al Qaeda e remanescentes do extinto partido Baath, do falecido ditador Saddam Hussein. A atual onda de violência se desencadeou depois da morte de 26 pessoas durante um ataque das forças da ordem contra uma praça que vinha sendo palco de protestos sunitas na cidade de Al Hueiya, na província de Kirkuk, ao norte de Bagdá. Desde ontem, milicianos sunitas controlam o povoado de Suleiman Bek, na província de Suleimaniya, ao norte da capital, após vários enfrentamentos com as forças segurança. Além disso, nas últimas horas pelo menos doze pessoas ficaram feridas em choques entre combatentes tribais sunitas e a polícia na cidade de Mossul, situada na província de Ninawa. Em um vídeo divulgado pela internet, o governador de Ninawa, Azil al Nuyaifi, solicitou ao governo de Bagdá que retire a polícia federal e o Exército de Mossul para que apenas a segurança local proteja a região. Nuyaifi afirmou que tanto a polícia nacional como o Exército têm agendas políticas e que o ataque de Al Hueiya foi proposital e perpetrado contra cidadãos desarmados. EFE ah-ms-ssa/dk









