Maliki rejeita formar um governo de salvação nacional
Internacional|Do R7
Bagdá, 25 jun (EFE).- O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, rejeitou nesta quarta-feira a formação de um governo de salvação nacional para tentar encontrar uma saída ao atual conflito, como pediram vários partidos políticos do país e parte da comunidade internacional. "As chamadas para formar um governo de salvação nacional são um golpe contra a Constituição e uma tentativa de eliminar o processo democrático", denunciou Maliki em seu discurso semanal televisionado. O responsável xiita acusou, além disso, as forças políticas "que se rebelaram contra a Constituição" de se unir às fileiras do jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) e de dar cobertura à insurgência sunita para que controle a província setentrional de Ninawa. "No meio dos difíceis circunstâncias não escutamos os parceiros políticos falar de um respaldo ao governo", lamentou al-Maliki. O primeiro-ministro advertiu que o país faz frente a "uma feroz ameaça terrorista", que conta com a ajuda e o respaldo de países vizinhos, que não foram identificados. "Permaneceremos fiéis à vontade dos iraquianos fortalecendo o processo democrático e realizaremos a primeira sessão do parlamento", eleito em abril passado, acrescentou Maliki. Vários partidos políticos iraquianos -sunitas e xiitas- pediram nos últimos dias à formação do um governo de união nacional que englobe as distintas partes e advogaram por diferenciar entre as reivindicações legítimas dos sunitas e as ações do EIIL. Também solicitou um gabinete de unidade o secretário de Estado americano, John Kerry, que visitou Bagdá há dois dias. "Quando os xiitas, os sunitas e os curdos participem de escolher ao governo, Iraque será mais forte e seguro", ressaltou então. Muitas pedem que Maliki não volte a liderar um executivo, apesar de sua coalizão Estado de Direito ganhou as eleições parlamentares de abril passado, embora sem maioria suficiente. Esta previsto que em 1 de julho o parlamento iraquiano eleja a seu presidente e posteriormente ao chefe do governo, uns prazos com os quais Maliki se comprometeu. EFE ah-aj-mv/ff












