Manifestação de apoio aos professores termina em confronto no centro do Rio
Internacional|Do R7
Rio de Janeiro, 7 out (EFE).- Entre barricadas, coquetéis molotov e gás lacrimogêneo, a cidade do Rio de Janeiro se transformou na noite desta segunda-feira no cenário de uma batalha campal entre forças policiais e manifestantes que protestavam em apoio aos professores da rede municipal, em greve a quase dois meses. Os enfrentamentos aconteceram depois que os manifestantes tentaram invadir a Câmara Municipal. Além disso, um ônibus foi incendiado e outros cinco depredados. Os manifestantes também atacaram o consulado dos Estados Unidos, que foi atingido por um coquetel molotov, segundo relatos de pessoas presentes no protesto. Os incidentes começaram depois que a passeata de apoio aos professores da rede municipal, que reuniu cerca de 50 mil pessoas, chegou à Cinelândia, após sair da igreja da Candelária e percorreu toda a Avenida Rio Branco. A marcha começou de forma pacífica, festiva e bem-humorada, e era possível ver crianças e idosos entre os manifestantes, que gritavam palavras de ordem em apoio aos professores que estão em greve desde o mês passado, pois o sindicato da categoria é contrário ao plano de carreira e à proposta de reajuste salarial aprovada pelos vereadores na semana passada. Após chegarem a Cinelândia, alguns manifestantes, entre eles pessoas do grupo conhecido como "Black Bloc", tentaram invadir a Câmara Municipal e, conforme constatou a Agência Efe, lançaram mais de 10 coquetéis molotov contra a sede do legislativo municipal, quebraram várias vidraças e fizeram pichações nas paredes do edifício com palavras de ordem. Com isso, a Polícia Militar foi acionada e investiu contra os manifestantes utilizando gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral, mas não conseguiu evitar a depredação de agências bancárias e um ataque contra consulado dos Estados Unidos. Os manifestantes, alguns deles muito jovens, responderam à investida policial com pedras, bombas caseiras, fogo em barricadas improvisadas com lixeiras e outras formas de guerrilha urbana. Durante os enfrentamentos, que duraram mais de três horas, um ônibus municipal foi queimado e outros cinco apedrejados. Além disso, pontos de ônibus, placas, lixeiras, sinais de trânsito e algumas lojas foram alvos de vandalismo. A Polícia Militar reprimiu a ação dos manifestantes com uso de grandes quantidades de gás lacrimogêneo até conseguir dispersá-los. A Efe também comprovou que várias prisões foram feitas, entre eles um menor idade, mas as autoridades não divulgaram números de detidos e feridos nos incidentes. EFE gdl/rpr (foto)(vídeo)








