Manifestantes anunciam que vão seguir com protestos em Hong Kong
Organização civil afirmou que não aceita desculpas oferecidas pela chefe do governo, Carrie Lam — que não retirou o polêmico projeto de lei de extradição
Internacional|Da EFE

A organização civil de Hong Kong que coordena as manifestações afirmou nesta terça-feira (18) que não aceita as desculpas oferecidas horas antes pela chefe do governo, Carrie Lam, e anunciou que seguirá com os protestos.
Em entrevista coletiva em uma calçada na frente da sede do governo local, a vice-coordenadora da Frente Civil de Direitos Humanos, Bonnie Leung, declarou que estão "muito decepcionados" com as palavras pronunciadas nesta terça-feira por Lam, que "ignorou todas" as suas reivindicações.
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"A frente não aceita suas assim chamadas desculpas e teremos que continuar nossos protestos", disse Leung após lamentar que Lam não renunciou, não retirou o polêmico projeto de lei de extradição nem exigiu responsabilidades da polícia pelos incidentes violentos ocorridos durante os protestos.
A frente acrescentou que está agora pactuando com representantes dos diferentes setores sociais de Hong Kong e que não anunciará até esta quarta-feira em que consistirão os novos protestos.
"Temos que ser muito prudentes na hora de anunciar as nossas ações", salientaram os organizadores.
Além disso, a frente manifestou sua intenção de denunciar os agentes da polícia responsáveis pelas ações da quarta-feira (12) passada e pediu às famílias dos afetados que colaborem com eles.
Naquele dia, a polícia dispersou os protestos que aconteceram na sede do Legislativo com gás lacrimogêneo e balas de borracha, deixando 81 feridos, dois deles em estado grave, segundo a imprensa local, e 11 detidos.
Lam pediu hoje aos cidadãos de Hong Kong que lhe deem "outra oportunidade" para que seu governo possa "reconstruir a confiança" após a crise suscitada durante a última semana.
O projeto de lei que propôs suscitou a oposição de diversos setores da sociedade por considerar que Hong Kong perderia sua independência judicial e que, segundo organizações pró-direitos humanos, permitiria que ativistas, funcionários de ONG e jornalistas fossem entregues a um sistema judicial, o chinês, que não oferece garantias.
Embora o governo de Hong Kong insista que o texto tenta tapar um vazio legal, os opositores acreditam que, com a nova lei, ativistas locais, jornalistas críticos e dissidentes residentes em Hong Kong também poderiam ser enviados à China continental para serem julgados.











