Manifestantes continuam ocupação de vários ministérios na Tailândia
Internacional|Do R7
Bangcoc, 27 nov (EFE).- Os manifestantes continuam nesta quarta-feira com a ocupação de vários ministérios na Tailândia, incluído o de Finanças, com o objetivo de derrubar o governo da primeira-ministra, Yingluck Shinawatra. O líder dos protestos, o ex-vice-primeiro-ministro Suthep Thaugsuban, contra quem foi emitido um mandato de prisão, ordenou ontem à noite que seus seguidores ocupassem todos os ministérios e Prefeituras do país. O próprio Suthep, que renunciou recentemente ao cargo de deputado pelo Partido Democrata, de oposição, liderou os manifestantes que tomaram na última segunda-feira os escritórios do Ministério das Finanças, onde foi instalada uma "missão avançada" contra o Executivo e, inclusive, passou a noite por lá. O acampamento base dos protestos se encontra no Monumento à Democracia e, por enquanto, há ocupações nos ministérios de Finanças, Agricultura e Transportes, enquanto o de Interior está sitiado pelos manifestantes. Os organizadores da mobilização afirmaram que têm o apoio de quase 1 milhão de pessoas, número que as forças da ordem reduziram para 100 mil. As manifestações, que começaram no final de outubro e cresceram ontem com a ocupação dos ministérios, transcorreram, até o momento, sem violência considerável, apesar de um homem ter lançado ontem à noite um coquetel molotov contra um cordão policial em uma ponte próxima à sede do governo. Um tribunal emitiu uma ordem de prisão contra Suthep por ocupar e causar danos à propriedade pública, uma acusação que pode ser punida com até sete anos de prisão. Os manifestantes querem a renúncia do Executivo da primeira-ministra, Yingluck Shinawatra, a quem acusam de corrupção e de ser um fantoche de seu irmão Thaksin, ex-chefe do governo. Estes são os maiores protestos populares desde os realizados em 2010 pelos seguidores de Thaksin - os "camisas vermelhas" -, quando o país era governado pelo Partido Democrata. Naquela época, Suthep, como vice-primeiro-ministro, pediu que os manifestantes respeitassem a propriedade privada, as instituições públicas e não interrompessem as atividades econômicas e políticas no país. A mobilização de 2010 ocupou o centro de Bangcoc durante mais de dois meses, até que os manifestantes foram retirados à força, o que resultou em 92 mortes, 1,8 mil pessoas feridas e prejuízos milionários para o comércio da região. A Tailândia vive uma profunda crise política desde o golpe militar que derrubou o governo de Thaksin em 2006. O ex-governante se encontra no exílio para não cumprir uma pena de dois anos de prisão por corrupção, da qual foi condenado em 2008. EFE grc/rpr (foto)











