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Mediador suspende reunião entre Governo sírio e oposição por desacordos

Internacional|Do R7

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Genebra, 27 jan (EFE).- O mediador no processo de paz para a Síria, Lakhdar Brahimi, suspendeu a primeira reunião do dia com as delegações do Governo sírio e a oposição, menos de uma hora após seu início, pelas claras posições discrepantes entre ambas. "A declaração do regime era claramento um desvio do objetivo. Nós queríamos discutir assuntos que o regime não queria. Eles só queriam falar de terrorismo", disse Murhal Jouejati, delegado da Coalizão Nacional Síria (CNFROS). Brahimi voltará a se reunir com as delegações separadamente nesta tarde para tentar acercar suas posições. O principal problema para a oposição é que o regime foi para reunião com um documento de princípios, elaborado por eles, sobre o qual queriam discutir. "Essa não é a maneira. Viemos aqui para discutir sobre uma base comum. Se não, isto é um autêntica farsa. Algo que acho que seja inteção do regime", disse. "Segundo eles, todos que estão contra do presidente Bashar al Assad é terrorista", afirmou. O opositor explicou que sua delegação tratou de ressaltar em sua declaração de abertura que o regime perdeu toda sua legitimidade como resultado do uso da força contra manifestantes pacíficos. "Nesse ponto, houve inclusive mais confronto e (a delegação do regime) começou o sermão de maneira ditatorial que já estamos acostumados na Síria", indicou. Sobre o conteúdo do documento apresentado pelo regime, o opositor explicou que era uma "lista de princípios muito nobres sobre a unidade da Síria, democracia e pluralismo". "O problema não é a nobreza desses princípios. O problema é a estratégia do regime que é nos desviar do caminho", reiterou. Um porta-voz da delegação opositora, Louay Safi, disse que o Governo chegou com esse documento "para nos afastar do principal propósito desta reunião, que é discutir o Comunicado de Genebra, implementá-lo e formar um órgão de transição política com todos os poderes" "Também inclui levantar o cerco sobre cidades e libertar prisioneiros de consciência", assinalou Safi, a quem pareceu decepcionante que os membros mais importantes da delegação do regime não tenham participado das negociações. "Eles seguem fora da sala e seguem enviando os membros mais jovens para dirigir estas negociações. Isto nos mostra sua seriedade sobre sua vontade de chegar a soluções", indicou. EFE sga/ff

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