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Megaterremoto capaz de destruir parte dos EUA pode ser mais forte do que o esperado; entenda

Cientistas alertam que a placa tectônica de Juan de Fuca está mais próxima da superfície do que as estimativas anteriores apontavam

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cientistas identificaram que a placa tectônica de Juan de Fuca está mais próxima da superfície, aumentando o potencial de megaterremotos na costa oeste dos EUA.
  • A profundidade da placa é cerca de 5 quilômetros mais rasa do que estimativas anteriores, o que pode intensificar os tremores em até 17%.
  • Terremotos mais próximos da superfície resultam em tremores mais fortes devido à menor dissipação de energia sísmica.
  • Uma bacia sedimentar sob Tillamook, Oregon, pode amplificar as ondas sísmicas, influenciando a intensidade dos terremotos na região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Zona de subducção de Cascadia pode produzir terremotos de magnitude 9 Reprodução/Universidade do Oregon

Cientistas voltaram a falar sobre o risco de um megaterremoto na costa oeste dos Estados Unidos após uma nova análise sísmica, que indica que os tremores podem ser mais intensos do que as estimativas anteriores apontavam. O motivo está na profundidade de uma placa tectônica no estado do Oregon.

Segundo o ScienceDaily, pesquisadores descobriram que a placa de Juan de Fuca está mais próxima da superfície do que se acreditava. A estrutura faz parte da zona de subducção de Cascadia, uma região capaz de produzir terremotos de magnitude 9.


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“Estimamos que a interface da placa esteja a cerca de 20 quilômetros [de profundidade] perto da costa, o que é cerca de 5 quilômetros mais raso do que as estimativas anteriores”, afirmou Erin Wirth, sismóloga do Serviço Geológico dos EUA, de acordo com o ScienceDaily.

“Isso poderia aumentar a aceleração máxima estimada do solo — em outras palavras, a intensidade do tremor — dos megaterremotos de Cascadia em aproximadamente 9 a 17%”, completou.


Isso acontece porque terremotos mais próximos da superfície podem provocar tremores mais fortes. Como a energia sísmica percorre uma distância menor até chegar ao solo, há menos tempo para que ela se dissipe.

Além da profundidade da placa, os pesquisadores identificaram uma segunda característica que pode influenciar os efeitos de um terremoto: uma bacia sedimentar profunda sob Tillamook, no Oregon.


A região contém uma camada de sedimentos que pode amplificar as ondas sísmicas. “Bacias sedimentares podem amplificar a vibração do solo durante um terremoto e foram bem estudadas em outras partes do noroeste do Pacífico, como a Bacia de Seattle”, explicou Wirth.

Segundo a pesquisadora, conhecer a presença e a espessura dessa camada ajuda a calcular com mais precisão como o solo pode se comportar durante futuros terremotos.

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