Pirâmide de mais de 36 metros e 2.000 anos é reaberta em Roma após restauração
Inspirada na cultura egípcia, estrutura foi erguida entre 18 e 12 a.C. para servir como túmulo do político romano Caio Céstio Epulone
Internacional|Do R7
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Uma construção com mais de 2.000 anos voltou a receber visitantes em Roma, na Itália. A Pirâmide de Céstio foi reaberta ao público após passar por obras de restauração.
Embora remeta às construções do Egito, a Pirâmide de Céstio foi erguida em Roma entre 18 e 12 a.C. para servir como túmulo de Caio Céstio Epulone. A obra surgiu em um período de forte influência egípcia sobre os romanos, após a conquista do Egito, em 30 a.C., quando elementos da arquitetura, da religião e da cultura egípcias passaram a fazer parte do cotidiano romano.
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Foi nesse cenário que Caio Céstio Epulone decidiu construir seu próprio mausoléu, entre 18 e 12 a.C. O político romano exerceu funções como pretor e tribuno da plebe.
O monumento, porém, precisou ser concluído em um prazo excepcionalmente curto. Os herdeiros de Céstio, segundo o testamento do político, tinham apenas 330 dias para terminar a construção. Se não cumprissem a determinação, poderiam perder a herança.
O resultado foi uma construção monumental. A pirâmide possui aproximadamente 36 metros de altura e uma base quadrada com cerca de 30 metros de cada lado. O exterior, por sua vez, é revestido por placas de mármore de Carrara. No interior, a câmara funerária apresenta paredes brancas decoradas com afrescos.
Túmulo já foi atribuído a Rômulo
A verdadeira finalidade da construção nem sempre foi conhecida. Durante séculos, circularam histórias que atribuíam à pirâmide uma função diferente, incluindo a hipótese de que ela guardaria os restos mortais de Rômulo, personagem considerado fundador de Roma.
As próprias inscrições presentes no monumento, entretanto, identificam Caio Céstio Epulone como o responsável pela tumba e deixam registrado que aquele era seu sepulcro.
A sobrevivência da estrutura ao longo dos séculos também está relacionada à sua incorporação às Muralhas Aurelianas. No século 3, o imperador Aureliano determinou que a pirâmide fosse integrada ao sistema de fortificações de Roma, construído entre 271 e 275 d.C.
A medida acabou contribuindo para sua preservação. Cercada pelas estruturas defensivas próximas à Porta San Paolo, a pirâmide ficou protegida em um período no qual construções antigas eram frequentemente desmontadas para que seus materiais fossem reaproveitados.
Isso não impediu, porém, que o túmulo fosse violado. Durante a Idade Média, um túnel foi aberto para alcançar o interior da pirâmide. A ação provocou a perda da urna funerária e de parte da decoração original.
Monumento passa por restauração
A Pirâmide de Céstio recentemente recebeu intervenções destinadas a melhorar a conservação do conjunto e as condições para receber turistas.
Um dos trabalhos envolveu a área de acesso ao monumento. O percurso recebeu melhorias no pavimento, com medidas voltadas à acessibilidade, enquanto a escadaria ganhou um novo corrimão. As cercas também foram modernizadas e o portão de entrada da Piazzale Ostiense foi substituído.
Os jardins passaram por uma reorganização após um levantamento das espécies presentes no local. O sistema de irrigação também foi aprimorado para contribuir com a manutenção da vegetação.
A iluminação foi outro ponto contemplado pelas obras. O novo projeto busca valorizar a arquitetura da pirâmide e ressaltar os elementos históricos preservados em seu interior.
Painéis informativos também foram instalados para apresentar aos visitantes informações sobre a construção e seu contexto histórico.
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