Quem foi a princesa Astrid, que morreu dois dias após funeral do irmão, rei da Noruega
Integrante da realeza norueguesa faleceu durante o sono, segundo comunicado divulgado pela Casa Real nesta sexta-feira (11)
Internacional|Do R7
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A princesa Astrid da Noruega morreu nesta sexta-feira (11), aos 94 anos, dois dias depois de participar do funeral do irmão, o rei Harald 5º. A integrante mais velha da atual geração da família real norueguesa morreu durante o sono, segundo a Casa Real.
Astrid chegou de cadeira de rodas à cerimônia que marcou a despedida de Harald. Na ocasião, ela prestou uma última homenagem ao irmão, que morreu em 28 de agosto, aos 89 anos, após mais de três décadas no trono.
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Mas, afinal, quem foi a princesa Astrid?
Nascida em Oslo em 12 de fevereiro de 1932, Astrid era a segunda filha do então príncipe Olavo, que mais tarde se tornaria o rei Olavo 5º, e da princesa Marta da Suécia. Ela era irmã mais velha de Harald e irmã mais nova da princesa Ragnhild.
Apesar de ser a mais velha dos irmãos, Astrid nunca pôde assumir o trono norueguês. Isso ocorreu porque, quando ela nasceu, em 1932, a legislação que definia a sucessão privilegiava os homens da família real. Assim, seu irmão Harald ocupava uma posição superior à dela na ordem sucessória. A regra foi mudada em 1990.
Astrid cresceu em meio à família real e viveu uma infância marcada pela Segunda Guerra Mundial. Quando a Noruega foi invadida pela Alemanha nazista, em 1940, ela deixou o país com a mãe, os irmãos e outros integrantes da família. Durante o conflito, viveu no exílio em Washington, nos Estados Unidos.
Depois do fim da guerra, retornou à Noruega e concluiu os estudos em Oslo. Mais tarde, passou dois anos no Lady Margaret Hall, da Universidade de Oxford, onde estudou economia e história política.
A vida de Astrid mudou novamente em 1954, quando sua mãe morreu. Naquele momento, o pai era o rei e Harald ainda não havia se casado. Com isso, Astrid assumiu uma função de destaque dentro da monarquia: tornou-se a principal representante feminina da família real e passou a exercer, na prática, o papel de primeira-dama da Noruega.
Durante cerca de 14 anos, acompanhou o pai em compromissos oficiais e viagens de Estado. A função terminou em 1968, quando Harald se casou com Sonja Haraldsen, que posteriormente se tornou rainha.
Casamento com um plebeu
A vida pessoal de Astrid também rompeu com algumas tradições da monarquia. Em 1961, ela se casou com Johan Martin Ferner, um empresário e velejador que não pertencia à realeza e já havia sido casado anteriormente.
A união enfrentou resistência, inclusive de setores da Igreja da Noruega. Depois do casamento, Astrid deixou de receber a dotação que tinha como representante oficial da família real e passou a ser conhecida como princesa Astrid, senhora Ferner.
O casal teve cinco filhos: Cathrine, Benedikte, Alexander, Elisabeth e Carl-Christian. Astrid permaneceu casada com Ferner até a morte dele, em 2015.
Atuação social
Mesmo depois de deixar de exercer funções oficiais equivalentes às que desempenhou na juventude, Astrid continuou ligada a atividades públicas e instituições norueguesas.
Ela presidiu o conselho do Fundo Memorial da Princesa Herdeira Marta, criado para apoiar iniciativas sociais e humanitárias. Também foi patrona de diversas organizações, especialmente aquelas voltadas para crianças e jovens.
Uma das causas às quais dedicou atenção especial foi o apoio a pessoas com dislexia. A própria princesa tinha a condição e utilizou sua posição pública para ampliar a visibilidade do tema.
Em 2002, o governo norueguês concedeu a Astrid uma pensão honorífica em reconhecimento pelos serviços prestados ao país ao longo de sua vida.
Astrid continuou aparecendo em ocasiões importantes da família real mesmo em idade avançada. Em março deste ano, ela chegou a ser hospitalizada após uma doença e precisou se afastar temporariamente de compromissos oficiais.
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