Membros da Constituinte egípcia encerram participação após detenções
Internacional|Do R7
Cairo, 26 nov (EFE).- Um grupo de dez do total de 50 membros do comitê que está reformando a Constituição egípcia suspendeu sua participação na atividade após a detenção nesta terça-feira de ativistas que se manifestavam contra a nova lei que regula os protestos. Segundo a agência estatal de notícias "Mena", entre os que deixaram o comitê estão Diaa Rashuan, secretário-geral do Sindicato de Jornalistas, e Mohammed Abul Gar, presidente do Partido Social-Democrata. Fontes do movimento juvenil Tamarrud (Rebelião), que impulsionou as manifestações que causaram a derrocada do presidente islamita Mohammed Mursi, disseram à Agência Efe que seus representantes também se retiraram até que se ponha em liberdade os detidos no protesto de hoje. Um dos fundadores desse movimento, Alaa Nabil, destacou que se uniram de maneira individual aos protestos contra a polêmica lei, que foi aprovada no domingo passado pelo presidente interino, Adly Mansour, apesar das críticas recebidas. Por parte do Sindicato de Jornalistas, seu secretário-geral adjunto, Hisham Yunus, explicou à Efe que não aceitam "a maneira como foram tratados os manifestantes", e pediu que a lei de protestos "se submeta a um diálogo social para que não se transforme em uma norma que dificulte as liberdades dos cidadãos". Pelo menos 28 pessoas foram detidas hoje, segundo o Ministério do Interior, quando se manifestavam contra a nova legislação que restringe os protestos, embora esse número seja elevada por grupos de ativistas até 35 manifestantes. A indignação pelas novas detenções, entre eles o da conhecida ativista Mona Seif, chegou até o governo, onde o primeiro-ministro, Hazem al Beblaui, se reuniu com representantes dos jovens revolucionários, a quem anunciou a criação de uma comissão para analisar as reservas suscitadas pelo texto. Beblaui ligou ainda para o presidente do comitê constituinte, Amre Moussa, para garantir-lhe que os detidos em frente à sede do Parlamento serão libertados. EFE ms-bds/rsd











