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Mentor do 11 de Setembro defende o não uso da violência, mas não pede perdão pelos ataques

Em manifesto, terrorista critica os soldados americanos por jogarem Playstation no Iraque

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Khalid Shaikh Mohammed está preso desde 2003, na base militar de Guantánamo
Khalid Shaikh Mohammed está preso desde 2003, na base militar de Guantánamo

O terrorista considerado como mentor dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, Khalid Shaikh Mohammed, defendeu o não uso da violência em um manifesto divulgado, mas não pede perdão pelos ataques de 2001.

"O Corão nos proíbe de usar a força como um meio para mudar os demais. A verdade e a realidade nunca chegam com músculos, nem com a força, mas usando a mente e a sabedoria", afirmou Mohammed em um documento que escreveu em outubro e que foi divulgado na terça-feira (14) pelo jornal Huffington Post.


O terrorista está sob custódia dos EUA desde 2003 e é mantido na base militar de Guantánamo, em Cuba, desde 2006, onde será submetido a um julgamento militar no qual pode ser condenado à morte.

Essa circunstância explicaria o manifesto, completamente antagônico em tom e conteúdo com suas declarações anteriores, nas quais não só se vangloriava de ter planejado os atentados de 11 de setembro, mas também convocava os jovens muçulmanos a abraçarem a violência contra os EUA.


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No documento de 36 páginas, intitulado "O caminho rumo à verdadeira felicidade", Mohammed critica o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o aborto, e o que ele considera como "o declínio moral do Ocidente".

Nesse manifesto, que é apenas o primeiro de três, o terrorista também critica os soldados americanos por "jogar PlayStation" no Iraque e Afeganistão "enquanto as famílias — locais — lutam por comida e teto".


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