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Merkel formaliza negociação com centro-esquerda para montar coalizão na Alemanha

Internacional|Do R7

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Por Andreas Rinke e Holger Hansen

BERLIM, 17 Out (Reuters) - O grupo conservador da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda, concordaram nesta quinta-feira em iniciar negociações formais para constituir uma coalizão de governo, a qual tenderá a elevar os investimentos públicos e instituir um salário mínimo.


Líderes dos dois grupos disseram a jornalistas após três horas de reunião em Berlim que há suficientes pontos de consenso para que seja tentada uma repetição da parceria entre esquerda e direita que governou a Alemanha entre 2005 e 2009, no primeiro mandato de Merkel.

Em um anúncio crucial, Sigmar Gabriel, presidente do SPD, disse que negociadores de seu partido haviam decidido por unanimidade apoiar as negociações com a chanceler.


O SPD ficou em um distante segundo lugar na eleição geral alemã do mês passado, mas uma ala do partido era contra a coalizão com os democratas-cristãos do CDU e de sua versão bávara, a CSU.

Se Gabriel conseguir o aval de cerca de 200 membros graduados do SPD em uma reunião marcada para domingo, as negociações plenas sobre as políticas da nova coalizão e a distribuição de cargos ministeriais devem ter início na quarta-feira. Elas podem durar mais de um mês.


"Estamos convencidos de que podemos encontrar soluções sensíveis para ambos os lados, e acima de tudo para o país, mesmo em questões controversas", disse Gabriel.

O eleitorado alemão, os investidores internacionais e os aliados europeus de Berlim já vinham esperando a formação de uma "grande coalizão" envolvendo os dois principais partidos. Poucos preveem que isso leve a mudanças significativas nas cautelosas políticas internas e externas de Merkel.


A CDU/CSU formou a maior bancada parlamentar na eleição de setembro, mas sem maioria absoluta. Merkel chegou a cogitar uma aliança com o Partido Verde, mas essas negociações foram abandonadas no começo desta semana, e desde então a coalizão com o SPD já parecia a hipótese mais provável.

Em questões centrais, como a crise na zona do euro e os planos para abandonar o uso da energia nuclear, as diferenças entre os dois partidos são pequenas. Mais polêmica é a proposta do SPD para adotar um salário mínimo nacional de 8,50 euros por hora.

Mas, mesmo a respeito disso, participantes da reunião interpartidária desta quinta-feira disseram que há possibilidade de acordo. "Temos um objetivo conjunto de vermos uma decisão sensível a respeito do salário mínimo. Tenho certeza de que iremos encontrar um resultado", disse Hermann Groehe, secretário-geral da CDU.

(Reportagem adicional de Annika Breidthardt e Alexandra Hudson)

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