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Mesa de diálogo na Nicarágua retoma negociações de paz

Desde abril, há confrontos diários entre manifestantes e forças policiais em várias cidades do país. Sindicatos promoveram greve geral na quinta (14)

Internacional|Da Agência Brasil

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Conflitos iniciados em abril deixaram dezenas de mortos
Conflitos iniciados em abril deixaram dezenas de mortos

As negociações em busca de um acordo entre governo e sociedade civil na Nicarágua serão retomadas hoje (15). A chamada Mesa de Diálogo para a Paz envolve a Aliança Cívica, que promoveu ontem (14) uma paralisação geral integrando várias categorias profissionais, entidades sindicais e estudantes. As negociações tinham sido suspensas após duas mortes em protestos no país.

A ministra das Relações Exteriores, Denis Moncada, representará o governo nas negociações, sob a mediação da Conferência Episcopal da Nicárgua.


"Apoiamos sua missão como mediadores no conflito, na busca da paz, do bem comum e da democracia participativa. Reconhecemos sua coragem e força em defesa do povo ", diz a nota das Conferências Episcopais da América Central.

A Comissão da Verdade, Justiça e Paz defendeu o fim da violência e pediu a todos os atores que dessem uma oportunidade às conversações. "Pedimos calma e oportunidade de diálogo", disse o vice-defensor de direitos humanos Adolfo Jarquín, integrante da comissão.


Nações Unidas

Um grupo de oito peritos da Organização das Nações Unidas (ONU) apelou hoje (14) para que o governo do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, ponha fim imediatamente à violência e repressão e busque o diálogo. Desde abril, há confrontos diários entre manifestantes e forças policiais em várias cidades do país.


De acordo com a ONU, pelo menos 148 pessoas morreram e 1.300 ficaram feridas. Os confrontos ocorrem em meio a manifestações contra a reforma da Previdência e o autoritarismo do governo. Em um comunicado conjunto, oito relatores especiais condenaram de maneira enérgica os acontecimentos na Nicarágua.

"Estamos profundamente preocupados com a violência contínua na Nicarágua desde 18 de abril de 2018. Há que encontrar um caminho imediato e coerente por meio do diálogo político genuíno como primeiro passo para aplacar a situação e encerrar a crise”, diz a nota.

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