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Mesmo com 200 mil interessados, xeque saudita proíbe viagens para Marte

Projeto promete criar o primeiro assentamento humano no planeta até 2013

Internacional|Do R7

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Mais de 200 mil pessoas se inscreveram com intenção de conhecer o planeta Marte
Mais de 200 mil pessoas se inscreveram com intenção de conhecer o planeta Marte

O xeque Ali al Hekmi, membro do Conselho dos Grandes Ulemás Sauditas, emitiu uma fatwa (decreto islâmico) que proíbe viagens ao planeta Marte, informou nesta quarta-feira (30) o jornal Al Hayat.

Em declarações ao jornal citado, Al Hekmi criticou o projeto Mars One, o qual pretende viabilizar viagens para colonizar o planeta vermelho. Apesar de inusitada, a proposta já recebeu mais de 200 mil inscrições de interessados do mundo todo.


De acordo com o clérigo, "estes experimentos levarão quem deseja promover a destruição" e, por isso, a iniciativa deveria ser feita com animais. Al Hekmi explicou que o Alcorão possui um versículo que diz que o crente "não deve se atirar com suas próprias mãos à perdição" porque, segundo ele, o ser humano não é dono de sua própria vida, já que foi Alá quem a criou.

De acordo com o site do Mars One, 477 cidadãos sauditas já se inscreveram para participar do projeto, dos quais apenas seis foram aceitos. Neste aspecto, a intenção do Mars One, que se define como uma organização sem fins lucrativos, é criar o primeiro assentamento humano em Marte em 2023.


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