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Mesmo com cessar-fogo, exército e separatistas combatem na Ucrânia

Desde a entrada em vigor da trégua, pelo menos cinco soldados ucranianos foram mortos

Internacional|Da Agência Brasil

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Conflitos continuam no leste da Ucrânia
Conflitos continuam no leste da Ucrânia

Dois dias depois que o cessar-fogo acordado entre líderes europeus entrou em vigor, à meia noite de domingo (15), conflitos entre o exército ucraniano e forças separatistas foram registrados em Debaltseve, cidade estrategicamente posicionada entre Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia.

Desde a entrada em vigor da trégua, pelo menos cinco soldados ucranianos foram mortos e nove ficaram feridos em conflitos em Debaltseve e Mariupol, cidade portuária cobiçada pelos rebeldes.


Segundo o acordo assinado na semana passada, a retirada da artilharia pesada com vista à criação de uma zona de desarmamento de até 140 km deveria começar nesta segunda-feira (16).

O porta-voz do exército ucraniano, Andriy Lysenko, disse hoje (17) que o exército está preparado para começar a baixar as armas, mas que só o fará quando o cessar-fogo for observado pelos rebeldes em toda a linha de confronto.


— Conflitos continuam na região de Debaltseve. Nossos homens estão em suas posições e têm o direito de abrir fogo em resposta aos ataques dos terroristas.

Combates intensos deixam trégua perto de um colapso na Ucrânia


Segundo ele, até ontem as forças militares não respondiam aos ataques, mas hoje foram autorizadas a revidar.

Milhares de soldados ucranianos continuam cercados por forças rebeldes em Debaltseve. O governo da Ucrânia não admite o cerco, alegando que o exército tem o controle sobre uma estrada por onde é possível receber reforços e garantir a rotação dos combatentes.


Do outro lado, os líderes separatistas mantêm posição e tentam negociar uma rendição, afirmando que os soldados devem abandonar a cidade ou sofrer as consequências.

Esta é a segunda tentativa de negociação de um cessar-fogo na região. A primeira, assinada em setembro de 2014, não foi cumprida. Desta vez, 16 horas de negociações foram necessárias, entre os dias 11 e 12 de fevereiro, para que houvesse consenso entre o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, o presidente da Rússia, Vladimir Putin; a chanceller alemã, Angela Merkel e o presidente da França, Francois Hollande.

Além do cessar-fogo e da criação de zonas desmilitarizadas de até 140 quilômetros, o novo acordo prevê o desarmamento total no prazo de duas semanas e a libertação dos reféns. Se esta etapa for bem-sucedida, novas eleições serão realizadas nas autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk, que continuarão a fazer parte do território ucraniano, mas terão autonomia.

O grande ponto de discórdia, que pode arruinar a nova tentativa de paz, é a indefinição em relação à linha de cessar-fogo: como não houve consenso em relação à situação de Debaltseve, os rebeldes tentam, a todo custo, ampliar seu domínio sobre a região.

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