Milhares de seguidores de Mursi protestam contra o exército no Cairo
Internacional|Do R7
Cairo, 8 ago (EFE).- Milhares de seguidores do presidente deposto Mohammed Mursi tomaram nesta quinta-feira as praças do Cairo de Rabea al Adauiya e de Al Nahda para protestar contra as Forças Armadas por ocasião do Eid ul-Fitr, a festa que marca o fim do mês de jejum muçulmano do Ramadã. Os partidários de Mursi acampados nas praças esperam, além disso, a chegada de cinco marchas ao longo deste dia, informaram veículos de imprensa estaduais egípcios. A jornada de mobilização começou hoje ao amanhecer nos acampamentos com a reza do Eid ul-Fitr, que em Rabea al Adauiya foi liderada pela esposa de Mursi, Nagla Mahmoud. Enquanto isso, em Tahrir, milhares de opositores de Mursi participaram de outra oração coletiva do Eid ul-Fitr, que foi dirigida pelo imã Gomaa Mohammed Ali e que aconteceu em um clima festivo. Em seu sermão, Ali se mostrou contrário a qualquer derramamento de sangue e ressaltou que os acampamentos em Rabea al Adauiya e em Al- Nahda devem ser desmanteladas por veículos de imprensa pacíficos. O grupo "Tamarrud" (Rebelião), que organizou os protestos contra Mursi de 30 de junho, fez ontem uma convocação aos egípcios para se reunir nas "praças da revolução" após a reza do Eid ul-Fitr para apoiar o exército. Após a oração, quase não ficaram fiéis na praça Tahrir, onde, como pôde constatar a Agência Efe, só havia grupos de adolescentes que comemoravam a festividade. As principais autoridades do país foram nesta manhã à mesquita das forças armadas para iniciar o Eid ul-Fitr: o chefe das Forças Armadas, Abdel Fatah al Sisi; o presidente interino, Adly Mansour; o vice-presidente de Relações Exteriores, Mohamed ElBaradei; o primeiro-ministro, Hazem el Beblaui, e o titular do Interior, Mohammed Ibrahim, entre outros. Ontem à noite, o xeque da prestigiada instituição sunita de Al-Azhar, Ahmed Tayyip, expressou em comunicado sua confiança em que os egípcios possam superar a crise atual e fechar as portas a "qualquer ingerência estrangeira" nos assuntos internos do país. O clérigo pediu aos cidadãos amor e tolerância por ocasião do Eid ul-Fitr. EFE hh-ssa/tr










